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TRAGÉDIA! Piloto se joga de avião durante voo de instrução e deixa aluna sozinha na cabine: "você sabe o que fazer"

Piloto de 42 anos morreu após saltar da aeronave durante um treinamento na Argentina; jovem de 22 anos conseguiu pousar em segurança com auxílio da equipe em solo  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 08/07/2026, às 09h25   Reprodução / Redes Sociais   Tiago Di Araújo

Uma aula de voo terminou em tragédia na Argentina no último sábado (4). O instrutor Leandro Bertazzo, de 42 anos, abriu a porta da aeronave durante um voo de treinamento, saltou em pleno ar e deixou uma aluna de 22 anos sozinha na cabine.

O caso aconteceu na província de Córdoba. O corpo do piloto foi localizado horas depois em uma área rural do município de Toledo.

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Apesar do choque, a jovem conseguiu manter o controle do avião e realizou o pouso em segurança após receber orientações da equipe da escola de aviação por rádio.

Instrutor falou com a aluna antes de saltar

Segundo Eduardo Alvarez, diretor da escola de aviação Flying Parrot Córdoba, Leandro Bertazzo pronunciou uma última frase antes de abrir a porta da aeronave.

"Você sabe o que fazer", disse o instrutor à aluna, segundo relato de Alvarez ao jornal argentino Clarín.

Ainda de acordo com o diretor da escola, o piloto retirou os fones de ouvido, deixou o celular e, em seguida, conseguiu abrir a porta do avião mesmo com a pressão do ar dificultando a ação.

"Assim que disse isso, Leandro tirou os fones de ouvido, deixou o celular de lado e abriu a porta, algo muito difícil de fazer devido à pressão do ar", afirmou Eduardo Alvarez ao Clarín.

No momento do ocorrido, o avião, um modelo Cessna C-150, voava a cerca de 250 metros de altitude.

Aluna conseguiu pousar o avião

Após o salto do instrutor, a estudante entrou em contato com a equipe da escola, que passou a orientá-la durante o restante do voo.

Embora ainda estivesse em treinamento, a jovem já possuía brevê de piloto e conseguiu conduzir a aeronave até o pouso sem registrar qualquer incidente.

Segundo a direção da escola, horas antes da tragédia, Leandro Bertazzo havia realizado normalmente outro voo de instrução e não apresentou qualquer comportamento que despertasse preocupação entre colegas ou funcionários.

O Clarín informou ainda que o piloto havia buscado atendimento psiquiátrico anteriormente, mas essa informação não havia sido comunicada à escola de aviação.

Além de atuar como instrutor, Bertazzo também trabalhava como piloto comercial.

As circunstâncias do caso serão apuradas pela Justiça Federal de Córdoba, responsável pela investigação sobre a morte do instrutor.

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