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Publicado em 21/01/2025, às 08h58 Reprodução/YouTube @inauguration Maurício Viana
Após tomar posse nesta segunda-feira (20) como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou que irá retirar o país do Acordo de Paris, responsável pelo comprometimento das nações em reduzir as emissões de gases de efeito estufa buscando a sustentabilidade do planeta.
O mesmo ato já havia sido feito por Trump em seu primeiro mandato sob a alegação de que o acordo prejudicava a economia estadunidense e beneficiava outros países às custas dos Estados Unidos. Isso seguiu até o fim de seu mandato, quando Joe Biden, ao assumir à presidência, retornou ao acordo.
Com o decreto assinado na noite de segunda, os Estados Unidos se unem a outros três países fora do acordo que foi estabelecido em 2015. São eles: Irã, Líbia e Iêmen. A oficialização, porém, só se tornará oficial após uma confirmação da Organização das Nações Unidas (Onu).
Ao portal G1, o coordenador de política internacional do Observatório do Clima, Cláudio Ângelo, afirma que são dois os riscos que podem ser vistos com a saída dos EUA do acordo.
"Os riscos dessa saída são dois: o primeiro é que os EUA não se desconectem completamente, com o Departamento de Estado ainda podendo atrapalhar as negociações; o segundo é que isso possa causar uma reação em cadeia, levando outros países a sair, o que enfraqueceria o esforço multilateral", diz.
Além disso, especialistas e ambientalistas demonstram preocupação com o segmento do mandato do republicano, já que Trump garantiu que fará uma linha dura contra restrições ambientais nos Estados Unidos.
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