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Trump sugere tarifa máxima de 50% para países com quem 'não temos nos dado muito bem'

Presidente dos EUA indica que vai determinar uma taxa mínima e máxima de tarifas  |  Reprodução / Instagram

Publicado em 23/07/2025, às 20h35   Reprodução / Instagram   Redação

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que vai determinar um número mínimo e máximo de tarifas recíprocas antes do prazo de 1º de agosto. 

“Vamos ter uma tarifa simples e direta de algo entre 15% e 50%. Algumas temos 50% porque não temos nos dado muito bem com esses países”, disse Trump nesta quarta-feira (23), durante uma cúpula sobre IA em Washington.

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O Brasil está incluído nessa tarifa de 50% imposta pelos EUA, que atribuiu a cobrança à postura do STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, determinou a abertura de uma investigação sobre supostas restrições à atividade de empresas de tecnologia americanos no Brasil e outras práticas comerciais desleais ou injustas.

O comentário de Trump declarando que as tarifas começariam em 15% representou a mais recente reviravolta em seus esforços para impor tarifas a quase todos os parceiros comerciais dos EUA.

No início do mês, Trump disse que mais de 150 países receberiam uma carta com uma tarifa de “provavelmente 10% ou 15%, ainda não decidimos.” O secretário de Comércio, Howard Lutnick, disse à CBS News no domingo que países pequenos, incluindo “os países da América Latina, os países do Caribe, muitos países da África”, teriam uma tarifa básica de 10%.

E no primeiro anúncio dessas tarifas, feito em abril, Trump revelou uma tarifa universal de 10% para quase todos os países.

Embora o presidente americano e seus assessores inicialmente tenham demonstrado esperança em fechar vários acordos, o presidente tem promovido as próprias cartas tarifárias como “acordos” e sugerido que não está interessado em negociações de ida e volta. Ainda assim, deixou aberta a possibilidade de que os países façam tratados que possam reduzir essas taxas.

Na terça-feira, Trump anunciou que estava reduzindo a tarifa de 25% imposta ao Japão para 15% em troca da remoção de restrições a alguns produtos americanos, além do apoio a um fundo de investimento de US$ 550 bilhões.

Outros países, incluindo Coreia do Sul, Índia e membros da União Europeia, ainda estão tentando chegar a um acordo antes que as tarifas mais altas entrem em vigor.

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