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Venezuela manda Brasil deixar a custódia da embaixada da Argentina e gera nova crise

Crise entre Venezuela e Brasil tem mais um episódio de agravamento  |  Divulgação/Itamaraty

Publicado em 08/09/2024, às 08h27   Divulgação/Itamaraty   Matheus Simoni

A Venezuela anunciou no sábado (7) a revogação da autorização para o governo brasileiro representar os interesses da Argentina no país. O governo venezuelano publicou um comunicado com a informação e iniciou mais um capítulo da crise, provocada desde a eleição conturbada de Nicolás Maduro para a presidência.

"A República Bolivariana da Venezuela tomou a decisão de revogar de maneira imediata a aprovação concedida pelo governo da República Federativa do Brasil para exercer a representação dos interesses da República Argentina e de seus nacionais em território venezuelano", afirma a Venezuela.

Nas primeiras horas do dia, um cerco das forças do país se montou na embaixada, que também amanheceu sem energia elétrica. Após o anúncio, o Itamaraty divulgou nota em que se diz surpreso com a mensagem venezuelana, e afirma que permanecerá com a custódia dos interesses argentinos (incluindo a embaixada), até que a Argentina indique um outro país "aceitável para o governo venezuelano" para exercer essa função.

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A diplomacia argentina também se pronunciou por meio de nota, na qual adverte o regime de Maduro contra tentativa de retirar os opositores venezuelanos do prédio. O Brasil ocupa a embaixada e está responsável por representar os interesses consulares do país vizinho em Caracas desde que o embaixador argentino foi expulso por Maduro no dia 1º de agosto.

"De acordo com o que estabelecem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares, o Brasil permanecerá com a custódia e a defesa dos interesses argentinos até que o governo argentino indique outro Estado aceitável para o governo venezuelano para exercer as referidas funções. O governo brasileiro ressalta nesse contexto, nos termos das Convenções de Viena, a inviolabilidade das instalações da missão diplomática argentina, que atualmente abrigam seis asilados venezuelanos além de bens e arquivos", afirmou o governo brasileiro. 

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