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Na Sombra do Poder: Espanhol da Shopee

Os bastidores da política baiana  |  Reprodução

Publicado em 27/08/2026, às 05h40   Reprodução   Editoria de Política

Spoiler sombra
Novas investidas do Gaeco no show business baiano. Já designaram dia e hora… e já tem gente de fralda embaixo da cama… tic-tac.

Espanhol da Shopee
Entre touradas, viagens a Madri e farras homéricas, o jovem advogado apelidado nos bastidores de Espanhol da Shopee sempre cultivou vida de príncipe: Rolex no pulso, Mercedes-Benz na garagem, restaurantes estrelados e lanchas potentes. O menino ostentava como quem havia encontrado petróleo no quintal. Até começarem as perguntas: de onde vinha tanto dinheiro? Aí a paella azedou. Denúncias e documentos passaram a apontar movimentações financeiras suspeitas, relações perigosamente próximas com certo magistrado e episódios judiciais que hoje despertam a atenção de quem antes só admirava o relógio. Dizem que o espanhol resolveu colocar a mão onde o braço não alcançava e tentou dar nó em pingo d’água no Judiciário baiano. O novelo teria chegado ao CNJ, mas um dos capítulos curiosamente perdeu velocidade após o afastamento de um dos personagens centrais. O Rolex continua marcando as horas. A dúvida é quando alguém resolverá puxar o fio e descobrir quem pagava a conta da festa.

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Boca de me dê
Mais animada que a corrida eleitoral, só mesmo a luta para conseguir uma boquinha em um eventual mandato. Falta vaga pra tanto puxa-saco assessor, rolando até mesmo briga pra saber quem vai ser o maior aspone do gabinete. 

O Fiscola Eleitoral
Sempre na atividade, em especial na ALBA, o Fiscola ganha protagonismo a cada período eleitoral. A cada abraço, a cada pedido de voto, a cada corpo a corpo, uma sarrada. A cada visita às bases, um olhar demorado para o documento de quem está ao lado. Sem falar na mão boba e nos abraços de urso. E assim, como sempre, o Fiscola segue sua saga héterotóxica, na capital e no interior.

Me conte aí
Tem político da Bahia que diz não acreditar em pesquisa e defende o resultado da urna como resposta. Curiosamente, é o mesmo que pergunta pelos números antes mesmo de perguntar como está a família. Hum.

Não caiu no gosto
Conhecidos criadores de conteúdo "humorístico", que até pouco tempo focavam em dancinhas e nem sequer tocavam em assuntos partidários, passaram a postar mensagens subliminares e cores nada discretas, restando poucos meses antes da eleição. O que eles não esperavam era que o público ia rejeitar tanto a mudança de ares. Hora de recalcular rotas.

Big Brother Alphaville
No Alphaville Salvador 1, parece que o reality show ganhou uma nova temporada, só que sem câmeras anunciadas e com direito a investigação policial: uma imagem do sistema interno de controle de acesso, com dados sobre a entrada de uma visitante, teria saído do ambiente do condomínio e ido parar nas mãos de um terceiro. O episódio virou caso de Justiça e levantou a pergunta que ninguém quer responder: quem está assistindo ao “Big Brother” dos moradores e, principalmente, quem está liberando as imagens? O morador afirma ter pedido a preservação de câmeras, logs e registros eletrônicos para descobrir a origem do vazamento, mas diz que ainda não recebeu resposta do condomínio. Será que alguém vai parar no Paredão por isso?

O sumiço do golpista do meio-dia
Tempos atrás, a NSP badalou um tema caro para uma emissora baiana: o surgimento do Golpista do Meio-Dia, que chacoalhou o interior do estado com promessas e pautas que acabavam rendendo um bolso gordo para ele. Novos detalhes surgiram e ele precisou sumir do campo de visão, recorrendo ao bloqueio de amigos e ex-colegas nas redes sociais para não ter a vida futucada. Ao que parece, as páginas policiais logo, logo devem estampar a cara do sujeito.

Do job ao Yacht
A jovem que, segundo os comentários que circulam nos bastidores, já teria passado por alguns círculos bastante seletos da sociedade baiana parece ter mudado de estratégia e também de cenário. Se antes era figurinha carimbada nos arredores do beach tennis, dos restaurantes japoneses da Marina e das academias da moda, agora a agenda ganhou novos endereços: futvôlei, clubes de corrida, passeios de lancha e muito sol e sal em badalados clubes sociais. A mudança de roteiro não passou despercebida aos olhos mais atentos. A cada nova temporada, uma nova turma, novos ambientes e, dizem os maldosos, novos admiradores. Do antigo job à vida no Yacht, a jovem parece estar fazendo uma verdadeira operação de reposicionamento de imagem, ou seria de bens? Nos salões, há quem brinque que ela está “farmando aura”, ou melhor, E, patrimônio. Entre um clube de corrida, um passeio de lancha, algumas jogadas e banho de mar, a personagem vai deixando para trás os antigos tempos e construindo uma nova persona social e econômica, para desespero das não tão bem casadas.

Bronca americana
Palavrões em inglês, ameaça de processo e até mesmo uma provável expulsão. Quem acompanhou os bastidores da repercussão envolvendo a foto de Jonga Bacelar com Jero dá conta de que Eduardo Bolsonaro, que antes olhava com carinho para a lista de candidatos na Bahia, não quer mais saber do nome dele entre os primeiros da fila de afagos por parte do PL. Valdemar já recebeu o aviso de que um processo de desfiliação por infidelidade pode vir a acontecer por conta do episódio.

Efeito Lula-Neto?
Foi de surpresa que o governador Jerônimo Rodrigues anunciou a visita do presidente Lula a Salvador na próxima sexta-feira (28), a primeira do mandatário na Bahia durante o período eleitoral. A vinda de Lula era mais que certa, mas chamou atenção o anúncio ter sido feito a menos de uma semana da chegada dele. Os comentários nos bastidores apontam que o evento foi arrumado às pressas para que o chamado voto Lula-ACM Neto não cole no eleitorado baiano.

Memória
O governador Jerônimo Rodrigues cometeu um ato falho ao comentar sobre a contratação da ViaBahia para administrar a BR-324, durante entrevista para o Giro Baiana nesta semana. Segundo o governador, o que está acontecendo na rodovia “é fruto de um contrato mal feito, que não foi o Lula que fez”. O problema é que o contrato foi assinado em setembro de 2009 e o início da concessão se deu em outubro do mesmo ano. O início da cobrança do pedágio aconteceu em dezembro de 2010, último mês de Lula como presidente no seu segundo mandato.

Galego em alerta
A quantidade de prefeitos aliados do governador Jerônimo Rodrigues que trocaram o apoio de Jaques Wagner (PT) por Angelo Coronel (Republicanos) só cresce e já preocupa a cúpula petista no estado. Os apoios foram obtidos graças às articulações dos filhos do senador, Diego Coronel e Coronel Filho. A campanha para o galego será mais turbulenta do que o previsto e, mais do que nunca, ele vai precisar da mão amiga de Rui Costa (PT), que lidera todas as pesquisas na corrida ao Senado com folga.

Sozinho no rolê
Do lado da oposição, o cenário também não é dos melhores. Observadores mais atentos dos bastidores políticos apontam que um fenômeno que aconteceu nas eleições de 2022 pode se repetir neste ano. Alguns deputados estão em “voo solo”, fazendo campanha apenas para eles mesmos e “esquecendo” de pedir votos para o candidato ao governo, ACM Neto (União Brasil). A situação já foi vista em algumas cidades baianas e acendeu o alerta na campanha do ex-prefeito de Salvador.

Preferidos
Causaram ciúmes nos bolsonaristas baianos os recursos aportados pela direção nacional do PL nas campanhas de João e Roberta Roma. Enquanto o ex-ministro recebeu R$ 4,5 milhões, a deputada federal foi agraciada com R$ 3,1 milhões para sua reeleição. O deputado estadual Leandro de Jesus, também candidato a uma cadeira na Câmara dos Deputados, recebeu R$ 500 mil. Outros apoiadores do ex-presidente, como Drª. Raíssa, Capitão Alden, Diego Castro e Cezar Leite, ainda não tiveram doações registradas no painel de Divulgação de Candidaturas (DivulgaCand).

Líder invicto
Tem deputado que conhece bem o caminho de Brasília. O líder do PSD na Câmara, Antonio Brito, é um deles. Desde o início da atual legislatura, em 2023, o baiano não registrou uma falta sequer nas sessões deliberativas consideradas em levantamento da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles. Dos 513 deputados, apenas 12 estão nesse clube. Além de Brito, aparecem Alfredo Gaspar (PL-AL), Bebeto (PP-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Carlos Veras (PT-PE), Daniel Agrobom (PSD-GO), Gilson Marques (Novo-SC), Josenildo (PDT-AP), Miguel Lombardi (PL-SP), Raimundo Santos (PSD-PA), Ricardo Ayres (Republicanos-TO) e Sargento Fahur (PL-PR). Entre os 39 deputados da Bahia, Brito é o único invicto. Quando o painel chama, o líder está lá e nunca perdeu nenhuma sessão.

Padrinho bilionário
A candidata a deputada estadual Vilma Reis (PT) fisgou um apoiador de peso para a corrida eleitoral de 2026. O cineasta Walter Salles engordou o caixa da petista com uma doação de R$ 50 mil. Herdeiro do Itaú Unibanco e recém-premiado no Oscar por “Ainda Estou Aqui”, Salles ostenta uma fortuna estimada em US$ 5,1 bilhões. O repasse veio à tona em um levantamento do jornal Valor, que cruzou dados com inteligência artificial e supervisão humana. A análise avaliou mais de 10 mil doações feitas por 9 mil pessoas físicas.

Deseducando Aê
Uma OS na área de educação, pasmem, senhores, levantou uma chuva de milhões em emendas. O Instituto de Saúde e Educação do Nordeste, o famoso Isen, chegou à segunda colocação entre as entidades do terceiro setor que mais receberam esse tipo de recurso no país, com R$ 4,7 milhões. O dinheiro foi parar no projeto “EDUCAÊ”, em Coração de Maria, dentro de um contrato que prevê nada menos que R$ 17,7 milhões. A CGU já apontou ausência de projeto específico para os recursos das emendas, falhas na estimativa de preços, problemas de monitoramento e falta de transparência. As autoridades já foram alertadas. E, pelo visto, tem gente que começou a perceber que a maré pode virar. Porque quando a educação começa a deseducar, o boletim costuma vir com nota baixa.

Debate de Z4?
Sem os líderes das pesquisas no estúdio, o primeiro confronto na Band virou um autêntico "jogo de segunda divisão" da corrida presidencial. Com as ausências combinadas de Lula e Flávio Bolsonaro, cada um com sua desculpa calculada para fugir do confronto direto, o palco acabou ocupado apenas por candidatos que penam para sair do traço nas intenções de voto. O resultado foi um embate burocrático, onde nomes do "Z4" da disputa tentaram se digladiar sem o peso de quem realmente lidera a corrida. Para quem assistiu esperando ver briga de cachorro grande, restou o clima de amistoso morno e a sensação de que o verdadeiro jogo passou longe da TV.

Classificação Indicativa: Livre


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