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Na Sombra do Poder: A Modelete da Campanha

Os bastidores da política baiana  |  Imagem criada por IA

Publicado em 08/10/2026, às 05h50   Imagem criada por IA   Editoria de Política

A Modelete da Campanha
Na Bahia, onde campanha eleitoral costuma recrutar cabos eleitorais, lideranças comunitárias e multiplicadores de votos, surgiu uma nova categoria: A Modelete. Nem simples influencer, nem modelo convencional. Um híbrido eleitoral de salto alto e carisma supostamente irresistível. Loira, alta e com dress code digno das passarelas parisienses, a personagem transformou caminhadas por bairros populares em verdadeiros desfiles a céu aberto. Entre eleitores perplexos e políticos curiosos, uma pergunta atravessou os bastidores: quem foi o olheiro responsável por tamanha contratação? Fotografias que circularam pelo Instagram acrescentaram tempero ao falatório, mas os admiradores garantem que a moça possui liderança nata e um carisma capaz de cegar até veterano da política, que não tirava o olho da Modelete e ainda disponibilizou assessor particular para fazer a proteção pessoal. A esposa recebeu prints e está no compasso de espera, aguardando só o segundo turno acabar para rodar a baiana.

Cachimbo da Paz
Na política baiana, até tucano de bico fino perde o apetite quando um filhote ameaça ocupar seu poleiro. Foi o que aconteceu no ninho emplumado, quando um neotucano resolveu alçar voo rumo a Brasília, provocando indigestão em medalhões acostumados a dominar o espaço aéreo. As calculadoras de 2022 serviam de tranquilizante, até que surgiu um detalhe indigesto: quase uma centena de prefeituras orbitando o jovem pretendente. O temor virou turbulência, mas as urnas acomodaram as asas de todos. Veio então o armistício, regado a bons cortes no Boi Preto, onde o cachimbo da paz teria sido aceso entre garfadas e acertos de contas. Nos bastidores, já se cochicha sobre saúde de sobra e trânsito livre para voos mais altos. No tucanato, afinal, ninguém precisa dividir o mesmo galho quando há uma árvore inteira de interesses a explorar.

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Aposta de Risco
Na terra do cacau uma rodada de cachaça teria produzido a aposta mais indigesta da temporada eleitoral. De um lado, um velho índio que virou poderoso cacique da política baiana; do outro, um jovem assessor ligado à oposição, aparentemente convencido de que coragem e juízo são ingredientes incompatíveis com bebida forte. Entre goles e bravatas, o rapaz teria cometido a imprudência de incluir a própria esposa como suposto prêmio da aposta. Agora, corre nos bastidores a história de que o cacique vai cobrar a palavra empenhada. E, se a conversa prosperar, a cobra vai fumar!

O Milagre da Luz
Na Bahia de Todos os Santos, há um milagre que dispensa canonização: o da multiplicação dos contratos públicos. Na iluminação de Salvador, consórcios entram, saem, trocam parceiros e reaparecem, enquanto licitações milionárias já conheceram até o interruptor do Judiciário. Mas uma personagem parece ter descoberto que a verdadeira claridade não vem apenas dos postes. Com nome de aristocracia, currículo de engenharia e aparente vocação para transitar entre governos, a ilustre integrante do seleto clube das empreiteiras surge em disputas que vão da luz das ruas à conservação de cartões-postais e às instalações militares. Um ecumenismo contratual digno de admiração! Enquanto antigas conhecidas disputam espaço sob os refletores, a pergunta percorre os corredores do poder: qual o segredo de tamanha desenvoltura? Competência, estratégia ou uma iluminação especialmente divina? Na terra dos milagres, até São Tomé pediria para examinar os editais.

Uber Black
Quem mais gostou do período eleitoral foi o povo da Polícia Federal. Foram milhões apreendidos em endereços ligados a possíveis articuladores políticos com finalidade de bancar boca de urna nas eleições e molhar a mão do povo mais pobre. Movimentos estranhos que vão ser revelados nos próximos dias. Segundo apurou a NSP, um recém-eleito adiou a comemoração com medo de pegar uma corrida na viatura preta da PF.

De azarão a detentor da chave
Ele entrou no jogo em 2022 quase como uma peça de improviso, um nome tirado do colete para tapar buraco em um momento em que nem mesmo a própria cúpula do PT apostava no seu fôlego diante da onda avassaladora de ACM Neto, mas Jerônimo Rodrigues acabou reescrevendo o roteiro. Lançado aos leões sem o peso tradicional de um grande líder de massas, o petista foi encarado por muitos, dentro e fora do partido, como um candidato de passagem no tabuleiro baiano. A conquista do segundo mandato, porém, enterrou o ceticismo do mercado político e consolidou a sua autonomia. Ao carimbar a reeleição, Jerônimo deixou para trás a carcaça de "plano B" e fincou de vez o seu nome no rol dos governadores de fato da Bahia. Quem antes o enxergava apenas como uma ponte temporária agora precisa recalibrar os cálculos para lidar com uma liderança que provou ter casca, grupo e musculatura para ditar o ritmo no Palácio de Ondina.

O luto de Neto
A derrota nas urnas deixou marcas profundas na cúpula carlista. Quem esteve próximo ao candidato revela que ACM Neto já demonstrava abatimento ainda no início da apuração e ficou desolado com o resultado final, preferindo o recolhimento longe dos holofotes do comitê de campanha. Na tarde de segunda-feira, Neto convocou uma reunião com a equipe para agradecer o empenho e lavar a roupa suja. Sem perder tempo para reorganizar as peças do tabuleiro, o ex-prefeito embarcou para Brasília logo em seguida para fechar apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Sem ministério
ACM Neto pode até ter desembarcado de vez no barco de Flávio Bolsonaro, mas não deve ganhar uma cadeira de ministro em um eventual governo do candidato. Nos bastidores, a prioridade para representar a Bahia na Esplanada seria João Roma, presidente estadual do PL e aliado de primeira hora do bolsonarismo no estado. 

Perdeu, mas ganhou
Quem perdeu com um sorriso no rosto foi João Roma. O presidente do PL na Bahia não foi eleito senador, ele concorreu na chapa de ACM Neto, mas viu o partido aumentar a bancada de deputados federais, passando de 3 para 4, e de estaduais, de 4 para 7. De quebra, ainda conseguiu ampliar a votação de Flávio em relação à de Jair Bolsonaro contra Lula. Quem tem moral é ele.

Reforço bolsonarista
Informações vindas de Brasília dão conta de que não é só Lula que vai ter tempero baiano em sua campanha. Integrantes da equipe que cuida das redes sociais da Prefeitura de Salvador, de Bruno Reis e de ACM Neto já foram colocados à disposição do grupo que tenta eleger Flávio Bolsonaro no segundo turno. A reunião de apresentação aconteceu nesta quarta, com direito a várias selfies com o presidenciável.

Vitória agridoce
Antes mesmo de o resultado das urnas vir a público, a apreensão tomava conta dos aliados de Lula na Bahia. Enquanto a reeleição de Jerônimo já era dada como certa, a recondução do presidente era tratada como dúvida até mesmo pelos seus defensores mais ferrenhos. A derrota para Flávio Bolsonaro só não foi pior porque a disputa não foi liquidada no primeiro turno. Agora, a palavra de ordem é juntar os cacos e tentar dar a volta por cima, missão que é improvável, mas não impossível.

Derrota amarga
A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e PP, foi a grande derrotada nas eleições na Bahia. Além de não ter conseguido emplacar ACM Neto no governo, a bancada diminuiu tanto na Alba quanto na Câmara dos Deputados. No cenário estadual, o UB caiu de 10 para 5 deputados, enquanto o PP saiu de 6 para 3 eleitos. Na esfera federal, o União manteve os seis, enquanto o PP caiu de 4 para 2.

Jovem aprendiz
Revoltado com o resultado da comunicação no primeiro turno, Lula chutou o pau da barraca e cobrou uma mudança forte na comunicação. E o resultado já veio: vídeos em selfie, massificação de conteúdo nas redes e apostas em falas mais diretas nos perfis das redes sociais. Nos próximos dias, mais conteúdos desse tipo estão previstos e até lives com influenciadores conhecidos estão no radar da campanha.

Tempero nordestino
Quem passou a integrar a campanha de Lula foi o governador Jerônimo Rodrigues, coordenado por Camilo Santana e Rafael Fonteles, vitoriosos no Ceará e Piauí, respectivamente. A ideia é replicar o sucesso das campanhas nordestinas agora na esfera federal. O convite feito a Jerônimo partiu do próprio Lula, que vê na luz própria do petista um trunfo que pode angariar votos.

Liberou geral?
Corre na rádio corredor que um certo alguém fez o possível e o impossível para ver o nome de uns e outros com o tão sonhado "eleito" na apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Acontece que o meio escolhido pode não ter sido o mais correto possível. Hm, será? Dizem por aí que o investimento foi alto para que o objetivo fosse alcançado com sucesso. Felizes foram aqueles que não tiveram medo de se comprometer e garantiram a boa do fim de semana.

De olho em 2028
A eleição para o Governo da Bahia mal terminou e já se especula a sucessão na Prefeitura de Salvador em 2028. Léo Prates, que já fez questão de dizer aos quatro cantos sobre o sonho de ser prefeito, pode voltar à gestão municipal para dar início à sua caminhada pela cadeira no Palácio Thomé de Souza. No entanto, há ainda no "páreo" Ana Paula Matos, nome defendido por Bruno Reis, mas que não agrada boa parte da base e não tem peso para sustentar a oposição.

Moral na capital
Pastor Sargento Isidório e seu filho Tancredo Isidório foram, respectivamente, os candidatos a deputado federal e estadual mais bem votados em Salvador. A campanha intensa na capital nos últimos dias antes da eleição pode ter incomodado muita gente, mas deu resultado.

Presidências no radar
Com tudo resolvido na Bahia no primeiro turno, as atenções se voltam para as principais Casas Legislativas do estado. Tanto na Alba quanto na Câmara de Salvador, os bastidores já estão pegando fogo para a eleição da próxima Mesa Diretora. Enquanto Ivana Bastos tem a reeleição encaminhada sem objeções, Carlos Muniz enfrenta questionamentos sobre a legalidade de sua recondução ao Legislativo soteropolitano. Apesar das movimentações mais intensas, uma definição só deve acontecer em novembro, após o segundo turno.

Hora de mudar os rumos
Um dos principais nomes do PT na Bahia, Rosemberg Pinto criticou a campanha do presidente Lula por um simples motivo: não apostou nas redes sociais. O próprio afirmou ainda que as pesquisas eleitorais erram o resultado das eleições pela falta de consideração com a força das mídias digitais. Para ele, que se disse preocupado com o resultado deste segundo turno, se Lula quiser vencer, tem que repetir a estratégia da direita e investir em conteúdos para viralizar nas redes.

Santinhos eternos
Aqui vai um alerta para a prefeitura. A eleição acabou no domingo, mas os santinhos dos candidatos estavam espalhados pelas ruas de Salvador até pelo menos a manhã de quarta-feira (7). Chamou atenção o tamanho da sujeira nos colégios eleitorais mesmo mais de 72 horas depois da votação.

Classificação Indicativa: Livre


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