Colunas / Na Sombra do Poder
Publicado em 16/04/2026, às 06h00 Imagem criada por IA Editoria de Política
O Deputado do Pozinho
Um robusto deputado estadual, famoso por faltar mais sessões do que comparecer e por farras homéricas que rendem histórias nos bastidores, ganhou um novo apelido nos corredores da Assembleia e nos grupos certos: Deputado do Pozinho. Dizem fontes da NSP que o rapaz, vira e mexe, sai do banheiro de um famoso restaurante japonês da capital com um pozinho branco suspeito espalhado na lapela, no nariz ou nas mãos, sempre com a mesma cara de quem “lavou o rosto” e o mesmo sorriso de quem acabou de sentir o cheiro da vitória. As farras continuam, e as faltas também.
Sinal Amarelo
Uma licitação em Salvador acende o sinal amarelo. Fontes bem posicionadas sussurram: desacelere e não avance o sinal. O motorista gosta de velocidade, mas não está enxergando o paredão na reta final. Fique de olho porque o vento faz a curva na esquina e o asfalto é escorregadio.
Uma dupla do terror
Em Teixeira de Freitas, nos bastidores da política e também das investigações policiais, circulam comentários sobre os nomes de uma dupla sertaneja. Segundo os bastidores, ambos teriam a proteção de um influente padrinho político e estariam ligados a práticas pouco republicanas atribuídas ao grupo que exerce o poder local. Entre chapéu de couro e acordes suspeitos, a dupla, bastante traquina, consegue se movimentar em toda a cidade. As autoridades federais já estão de prontidão na BR-101.
O assessor
Em tempos de tensão política, convém lembrar o básico: não é papel de assessor tentar censurar pergunta de jornalista nem assumir postura de militante. Ainda que muitos tenham origem na própria imprensa, o cargo exige outra função, mais discreta e institucional, que é servir de ponte entre o agente público e os veículos de comunicação. Quando essa linha é ultrapassada, o que se vê é ruído, desgaste e perda de credibilidade. O assessor não é filtro ideológico nem escudo para evitar questionamentos, mas facilitador do diálogo, mesmo quando ele é incômodo. E vale um lembrete simples, que a experiência deveria costumar ensinar: o mundo gira, mandatos são passageiros e as posições se invertem com mais frequência do que se imagina!
Discurso de palanque
Mesmo ao criticar o tom adotado pelo governo Jerônimo Rodrigues em torno da Ponte Salvador-Itaparica, o pré-candidato ACM Neto também não está apresentando um plano concreto para o empreendimento. Em entrevista à Baiana FM, o ex-prefeito afirmou que precisaria “estudar de ponta a ponta” o projeto antes de apontar caminhos para sua viabilidade, defendendo mais “trabalho” e menos “conversa fiada”. Apesar do discurso crítico à condução atual e à forma de divulgação da obra, Neto não detalhou quais ajustes faria nem indicou alternativas práticas, deixando em aberto como pretende tirar a ponte do papel caso chegue ao Palácio de Ondina.
Engolindo seco
O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa deixou claro o incômodo com a escolha de Geraldo Júnior como vice na chapa de Jerônimo Rodrigues, expondo antigas rusgas e lembrando episódios de atrito, como o vazamento de mensagens. Em entrevista à Baiana FM, Rui admitiu que não ficou satisfeito com a decisão, mas evitou esticar a corda ao reconhecer a prerrogativa do governador na definição do companheiro de chapa. Mesmo com a ressalva, o petista sinalizou que a escolha faz parte dos arranjos políticos típicos do período eleitoral, ainda que, nos bastidores, o desconforto permaneça evidente.
Pego no pulo
A pré-candidata a deputada federal Raíssa Soares tratou de desmentir publicamente o prefeito Bruno Reis após ele afirmar que mantém diálogo constante com nomes da ala mais ideológica do PL na Bahia. A médica negou qualquer proximidade recente e afirmou que não tem conversas frequentes com o gestor, ampliando o ruído dentro do campo oposicionista. No mesmo movimento, elevou o tom ao cobrar um posicionamento mais claro de ACM Neto em relação à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, condicionando o alinhamento estadual a esse gesto.
Tá carregado
A maré de azar de Elmar Nascimento parece não ter fim. Ao longo de 2024, o parlamentar baiano tentou viabilizar seu nome para suceder Arthur Lira (PP) na presidência da Câmara. O esforço não foi recompensado e, em 2025, o deputado do União Brasil viu Hugo Motta (Republicanos) assumir o comando da Casa. Em seguida, o foco do baiano foi a vaga no TCU e, mais uma vez, Elmar foi superado por Motta, que apadrinhou e articulou a candidatura de Odair Cunha, escolhido para a vaga. Uma reza forte e um banho de sal grosso não fazem mal a ninguém.
Bolsonarista de ocasião
Elmar, que dias antes estava negociando ingressar na vice do PT na Bahia, atravessou a praça e passou a acenar abertamente ao bolsonarismo em busca do apoio do PL para ingressar no TCU. Em articulação com o senador Flávio Bolsonaro e o líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante, tentou unificar a direita contra o petista Odair Cunha, movimento que incluiu a desistência de Soraya Santos em seu favor. No plenário, reforçou o gesto com um discurso alinhado à bancada, defendendo Eduardo Bolsonaro, a quem chamou de estar em “missão” nos Estados Unidos, além de lembrar que votou contra a perda de seu mandato.
Quórum ilegal
A sessão desta terça-feira (14) na Assembleia Legislativa da Bahia foi marcada por um constrangimento para a base governista durante a votação de um projeto do Executivo. Após a oposição acionar o mecanismo de verificação de quórum, o governo não conseguiu reunir os 32 deputados necessários para manter os trabalhos, abrindo espaço para questionamentos no plenário. A tensão aumentou diante da suspeita de que a presença do deputado Bobô teria sido registrada sem que ele estivesse no local, o que levou o primeiro-secretário da Mesa Diretora, Samuel Júnior, a contestar publicamente o painel e afirmar que o número real de parlamentares presentes era inferior ao exibido.
Mais uma baixa
Além de perder a ex-prefeita Moema Gramacho para o MDB, o PT de Lauro de Freitas teve uma nova baixa: Antônio Rosalvo, candidato de Moema que perdeu as eleições em 2024 para Débora Régis, atual prefeita do município. Ele não só saiu do PT como deixou a base do governador Jerônimo Rodrigues. Foi para o PSDB e vai apoiar o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). Na conta negativa, ainda teve o vereador da cidade Decinho, um dos mais votados no município, que também mudou de lado e foi para o PP.