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Na Sombra do Poder: O príncipe da areia

Os bastidores da política baiana  |  Imagem criada por IA

Publicado em 24/09/2026, às 06h00   Imagem criada por IA   Editoria de Política

O príncipe da areia
Um famoso playboy baiano estaria fazendo carreira em um negócio nada parecido com aqueles que costumam frequentar suas rodas de luxo: a extração de areia no Litoral Norte. O território do menino traquino ficaria entre Camaçari e Dias d’Ávila, onde, segundo relatos, suas caçambas circulariam em horário comercial, entre 10h e 16h, para retirar o material. A atividade, ainda conforme as informações que chegaram à coluna, ocorreria sem a devida fiscalização dos órgãos ambientais. O assunto já teria despertado a atenção de autoridades federais, que estariam de olho na movimentação. Enquanto isso, o rapaz segue entre passeios de lancha, coberturas na Ondina e festas com belas companhias, bebidas e muito sushi japonês. Entre uma taça e outra, o príncipe parece ter encontrado um novo filão para chamar de seu.

Perspectiva de poder
No cenário de um eventual novo mandato de Lula na Presidência e de confirmação das vitórias de Jaques Wagner e Rui Costa na disputa ao Senado, a Esplanada dos Ministérios pode provocar uma verdadeira dança das cadeiras na bancada baiana. Fortemente cotados para ocupar pastas em um futuro governo federal, os dois caciques petistas abririam espaço direto para a ascensão de seus companheiros de chapa no tapete verde de Brasília. Caso essa dupla nomeação venha a se concretizar, as cadeiras baianas no Senado passariam para os primeiros suplentes das composições. Na vaga de Wagner, assumiria o jurista e ex-prefeito Edvaldo Brito (PSD). Já na vaga de Rui Costa, o posto ficaria com o ex-deputado e presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto.

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Vai ter racha?
A sucessão de Salvador em 2028 já começou a movimentar os bastidores e ameaça abrir uma fissura no carlismo. Com Cacá Leão e a cúpula municipal indicando preferência por Ana Paula Matos, o prefeito Bruno Reis tende a chancelar a vice. O problema é que o desenho esbarra em um antigo "acordo de cavalheiros" costurado entre ACM Neto e Leo Prates para a disputa do Palácio Thomé de Souza. A equação depende diretamente das urnas estaduais: se Neto for derrotado na corrida pelo Governo da Bahia, a tendência é que ele assuma o comando da operação em Salvador para segurar sua principal base política. Contudo, em caso de vitória de Neto, o racha fica praticamente inevitável. Sem o líder máximo no controle direto da capital, a briga entre o grupo de Bruno/Ana Paula e o projeto de Leo Prates promete transformar a sucessão municipal em uma verdadeira guerra de facções internas.

Cofre vazio?
Chegou ao conhecimento da coluna que ACM Neto deu um puxão de orelha no prefeito Bruno Reis sobre a gestão do cofre na eleição de 2024. A bronca não foi pelo resultado, mas sim pelo volume astronômico de recursos descarregado na praça com o único objetivo de massacrar Geraldo Júnior. A avaliação do cacique é que a fatura foi desproporcional para atropelar um adversário que já entrou sangrando. O problema maior veio agora: com a mão pesada demais no cofre na disputa municipal, faltou caixa justamente para alavancar e socorrer as candidaturas prioritárias do grupo no pleito deste ano.

Aperto no ninho
A chegada de uma "turma de peso" ao Republicanos acendeu o sinal vermelho nos bastidores da legenda na Bahia. A cúpula e a base partidária estariam preocupadas com o desempenho de Léo Prates, candidato a federal, e com os herdeiros do senador Angelo Coronel: Diego Coronel, de olho na vaga federal, e Angelo Coronel Filho, focado na Alba. A grande preocupação da prata da casa é ver o espaço encolher da noite para o dia. No Republicanos, a casa é grande, mas não para tanto cacique no mesmo metro quadrado.

Sente a paz desse lugar... só que não!
Com menos de duas semanas para as eleições, o clima está começando a esquentar. Desta vez, foi a Câmara Municipal de Salvador (CMS) o palco de uma confusão envolvendo o presidente da Casa Legislativa, Carlos Muniz (PSDB), e o vereador Alexandre Aleluia (Novo). O tucano mostrou que é o “manda-chuva” e confirmou a votação do projeto sobre emendas dos vereadores, o que não agradou não só ao ex-PL. A maioria dos vereadores presentes no Colégio de Líderes se manifestou contra o desejo de Muniz, mas foi vencida pela vontade do presidente. Vixe… Será que terá quórum segunda-feira (28)? Eis a questão.

Rumo ao futuro
O vereador Kiki Bispo está pronto para dar os próximos passos em sua carreira política. O líder do governo Bruno Reis está de olho na cadeira de presidente da Câmara de Salvador e deverá colocar seu nome à disposição na próxima eleição interna da Casa, prevista para ocorrer ainda em dezembro. Mas a ambição de Kiki não está limitada à sua carreira como vereador, porque ele mira se fortalecer para galgar a posição de candidato a vice-prefeito na próxima disputa eleitoral, em 2028, como o próprio deu a entender em uma conversa durante um evento da prefeitura de que participou.

Kit chuca
O episódio do chamado “kit chuca” acabou jogando luz sobre uma questão que vai além da repercussão nas redes sociais. A Sombra recebeu relatos questionando a permanência, na gestão municipal, de uma pessoa que seria alvo de processos e acusações relacionadas a assédio, racismo e intolerância religiosa. As informações, contudo, precisam ser devidamente documentadas antes de qualquer conclusão sobre os casos. Enquanto isso, a mesma gestora segue ocupando função de comando em uma unidade voltada justamente ao atendimento especializado da população LGBT+. A situação levanta uma pergunta incômoda nos corredores da Prefeitura: quais são os critérios utilizados para manter determinados nomes em funções estratégicas da administração?

Rinha digital I
Com muito tempo de sobra, internautas do antigo Twitter aproveitaram a disposição da campanha eleitoral para rivalizar entre duas candidaturas femininas no campo da esquerda: Maria Marighella (PT) e Olívia Santana (PCdoB), ambas candidatas à Câmara dos Deputados. A simples declaração de voto de um usuário do X acabou desencadeando uma série de críticas por parte dos ditos progressistas, questionando uma e atacando a outra. Quem agradece é o campo conservador indeciso, que agora tem motivos para não votar em nenhuma das duas.

Rinha digital II
Embora os militantes estejam se engalfinhando, eis que as duas já deram um recado sobre como anda a relação entre elas: collab e alfinetada garantidas desde agosto.

Sombra pesada
Nos bastidores de Lauro de Freitas, o que se comenta é que o apoio da prefeita Débora Régis a Antônio Rosalvo, ex-aliado de Moema Gramacho, é aquele típico "apoio velado". A trava na aliança tem nome e sobrenome: Elinaldo Araújo e Pedro Tavares. A influência de Elinaldo na gestão de Débora é tudo, menos velada. O ex-prefeito de Camaçari dá as cartas em duas secretarias de porte: Seinfra e Saúde.

Operação Sangria
A estratégia do empresário Teobaldo Costa para turbinar a candidatura de "Cibele de Teobaldo" é simples: poder de fogo financeiro. Com a carteira recheada, o empresário abriu a temporada de caça e tem cooptado peças-chave, lideranças e cabos eleitorais do grupo de Moema Gramacho. A ordem é desidratar os adversários na base do pragmático "quem dá mais".

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