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Na Sombra do Poder: O taradão da eleição

Os bastidores da política baiana  |  Imagem criada por IA

Publicado em 01/10/2026, às 06h00   Imagem criada por IA   Editoria de Política

O taradão da eleição
Nos bastidores da campanha, corre a história de um candidato que estaria confundindo “corpo a corpo” com licença para ultrapassar limites. Das coroas às novinhas, ninguém escaparia do suposto entusiasmo do rapaz. O problema é que, nesta eleição, aparentemente há celulares mais atentos que os cabos eleitorais. Gente do próprio círculo já teria registrado alguns episódios e estaria guardando o material a sete chaves. Segundo os comentários que circulam nos bastidores, as imagens só ganhariam vida própria se certos cargos e alguns “contratinhos” prometidos não aparecerem depois da eleição. Em política, há quem faça campanha com santinho. Outros preferem o “agarrinho” que vai deixar rastros no celular dos outros. E, quando a promessa não é cumprida, até o arquivo “deletado” e o print na nuvem podem reaparecer.

Pânico nas Agências
Última semana antes das eleições e os candidatos cobrando aos seus empresários e investidores o saque dos valores para fazer a boca de urna. O Brasil está vendo, nas manchetes, a polícia interceptar portador com mala e milhão, a pretexto de campanha. Salvador entra no mesmo folhetim. Algumas agências da capital simplesmente pararam de entregar volume. Outras, inclusive as que se vendem como premium, seguem com pedidos programados de saques milionários para hoje, quinta-feira, e amanhã, sexta-feira. Os bancários estão com receio de serem enquadrados porque o destino da quantia não aparece na ficha com a clareza que o compliance espera. A coluna soube que há olho no movimento. Há tudo para ocorrer um flagrante e certamente ocorrerá. Agora é esperar as notícias e descobrir quem são os desavisados.

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Dinheiro nas Estradas
A Polícia Rodoviária Federal promete rigor a partir de sexta, plantão redobrado no sábado e olho aberto inclusive no dia da eleição. O alvo não é só o excesso de velocidade. É o volume de dinheiro vivo que desce do asfalto da capital para as cidades do interior com a missão antiga de movimentar a boca de urna. Sangria de mala. Estrada como corredor de campanha. O figurino, diz quem já viu a abordagem, se entrega sozinho. Menino traquino ao volante de SW4, Pajero, blindado que reluz mais do que o discurso do candidato. A PRF aprendeu a ler aquele corte de lanterna. Playboy que acha que o pelotão confunde ostentação com empresário a trabalho pode descobrir, no acostamento, que o farol alto também ilumina o envelope. A coluna antecipa o conselho que o cabo eleitoral não dá: atenção na pista. Derrapar agora não é só amassar o capô. É ver a quantia voar pela janela e ter de explicar o rombo a quem mandou buscar. O candidato, esse, não vai acreditar na estorinha do vento. Quem ainda trata a rodovia como malote? E quem, quando a viatura acender o giroflex, vai aprender que boca de urna também leva multa?

Barbie Cor Vermelha
Na caminhada de Lula em Salvador, o vermelho da militância ganhou uma versão de vitrine. Enquanto o povão seguia o presidente no asfalto quente, uma patricinha de carteirinha roubou o enquadramento: tênis ON, óculos Gucci, perfume francês e madeixa castanha desfilando no meio do comício como se a avenida fosse passarela da Barra. Selfie com a latinha de cerveja na mão. Clima de carnaval fora de época. Faltou só o bloco e o camarote. A mocinha não se aventurou a paquerar os companheiros de caminhada, por critério ou cálculo. Tentou, isso sim, o atalho que a noite baiana ensina: subir no carro de som com os candidatos, mas foi barrada. O palanque tem porteiro, mesmo quando a pose sugere lista VIP e a pulseirinha, dessa vez, não veio. O after, segundo quem viu, foi no Rio Vermelho. Há quem jure que a Barbie cor vermelha terminou a jornada com o patrão, longe do jingle e perto da conta.

Herdeiro barrado
Com Lula na Bahia, não havia homem mais feliz que João Gabriel Velloso, filho de Jerônimo Rodrigues, que caiu na folia da caminhada de Lula em Salvador. Mas, mesmo sendo filho do governador, o rapaz mostrou que é “gente como a gente” e foi barrado. Em meio à folia, ele se afastou do carro onde o pai estava com Lula e, quando tentou se aproximar, os seguranças não o deixaram. É aquilo, perrengues de Carnaval.

Do alto do pedestal
A caminhada que mostrou a força do presidente Lula na Bahia não deixou o deputado Diego Castro feliz. Do alto de um apartamento próximo ao Farol da Barra, o deputado balançou uma bandeira de Flávio e soltou “carteiras de trabalho” para os apoiadores que celebravam a força do petista em Salvador. Foi do alto de seu pedestal que o deputado teve coragem para enfrentar Lula, já que a força do povo ele não tem.

Fica para a próxima?
O presidente Lula mostrou sua força, pela primeira vez nesta campanha eleitoral, com o mar de gente que se reuniu no circuito Barra-Ondina. As imagens impressionantes da rua completamente lotada, com mais de 200 mil pessoas, só deixam uma coisa certa: Bruno Reis vai ficar devendo todos os 500 mil votos que prometeu de frente para ACM Neto em Salvador?

Discurso de palanque
Embora apoie a decisão de Lula de proibir as apostas no Brasil, Jerônimo já tentou emplacar nada menos que cinco vezes a criação da Loteria do Estado da Bahia (Loteba). A novela começou em setembro de 2025 e teve direito a retiradas, reapresentações e até pedidos de urgência para atropelar as comissões da Assembleia Legislativa da Bahia. A última tentativa ocorreu em maio deste ano, quando o governo novamente pediu tramitação acelerada. Dois meses depois, em agosto, veio mais um recuo.

Herdeiro (sem) trono
Os rumores sobre o debate da TV Bahia sobre o humor de ACM Neto não são dos melhores. De acordo com fontes ouvidas pela NSP, o clima na emissora era de total velório após Lula puxar uma multidão na Barra ao lado de Jerônimo Rodrigues. Em entrevista, o ex-prefeito de Salvador tentou minimizar a presença do cacique petista em Salvador, o que soou como uma leve tentativa de não se deixar abater com a euforia do eleitorado vermelho às vésperas do primeiro turno.

Xiii...
O clima acalorado da eleição fez o secretário Pablo Souza se estranhar com Adolpho Loyola no Insta. O clima esquentou!

Para americano ver
A campanha de ACM Neto resolveu inovar até na leitura do relógio. Em uma peça divulgando a “Super Carreata da Mudança”, marcada para este sábado (3), o horário aparece como “4h44 PM”, uma mistura curiosa de português com inglês para dizer que o evento será às 16h44. O detalhe, claro, não passou despercebido e já rendeu piadas nos grupos políticos. Afinal, para quem ainda tinha dúvida, o “PM” depois das 4h44 serve justamente para avisar que é post meridiem, ou seja, depois do meio-dia.

Meu comitê, minha vida
O residencial Zulmira Barros, projeto do Minha Casa Minha Vida entregue pelo PT e que rendeu uma briga pesada com Bruno Reis pelo atraso no habite-se, já está todo equipado com bandeiras e adesivos de Jerônimo.

Um Tombo à Vista
Há um cacique da política local que, desta vez, não pediu só voto. Pediu a mochila. O figurão da mala cheia, o tipo que não aparece no horário eleitoral e mesmo assim financia o jingle, teria liberado um “empréstimo” de campanha na casa dos cinco milhões, com juros que fazem a Selic parecer mesada. Assessores de plantão repetem o número baixo, como quem já ensaiou o desmentido. O ritual, segundo o corredor, precede o dinheiro. A mochila vai ao chão. Antes de mudar de mão, vem a pergunta que não está escrita: tem interesse em pagar? Se não tiver, pode deixar onde está. A garantia não é imóvel, não é avalista de cartório. É a família. O candidato sorri para a foto. O doador, esse, não trabalha com sorriso. O que ninguém conta é a forma da quitação…

Ex-PV no ninho socialista
A chegada do deputado Vitor Bonfim ao PSB, com o pretexto de reforçar a chapa federal, causou um verdadeiro rebuliço interno na sigla. A entrada do ex-PV no ninho do 40 colocou uma lupa sobre os movimentos de Lídice da Mata. Bonfim tem base forte no interior e apetite de sobra para abocanhar votos. A movimentação acendeu o sinal de alerta entre os aliados da cacique. A pergunta que ecoa nos corredores da Alba e na sede do partido é: o PSB baiano terá fôlego para sustentar duas candidaturas com tanta densidade de votos ou a briga pela “vaga prioritária” vai deixar feridas difíceis de cicatrizar até a abertura das urnas?

Cadê o time de Lula?
Conhecido pelo estilo extravagante e pela oratória inflamada, o deputado Pastor Sargento Isidório (Avante) aprontou mais uma. O parlamentar omitiu nos famosos santinhos a chapa petista e só colocou candidatos do Avante, incluindo o escritor Augusto Cury. Isidório parece não querer se indispor com sua base evangélica mais conservadora. Será que a estratégia para garantir o voto sem arranjar briga antes da hora vai colar?

Sem moral?
O candidato a deputado federal Ditinho (União Brasil) causou a maior saia justa ao prefeito de Santo Antônio de Jesus, Genival Deolino (PSDB). O gestor, que preparou com esmero a “caminhada da vitória” do postulante à Câmara, não teve a presença do candidato. No lugar dele, recebeu somente um boneco de papelão, com o qual desfilou ao lado de Paulo Câmara (PL), que tenta renovar mandato na ALBA. Deolino ficou pirado com a ausência de Ditinho, mas, ainda assim, manteve a pose e desfilou o boneco. Papelão?

Reinado acabou?
Um lobista próximo do bolsonarismo e que já foi investigado em grandes casos de corrupção costuma dizer pela capital federal que tem proximidade com a alta cúpula das Cortes Superiores. Mas decisões tomadas pelo STF recentemente e há alguns anos mostram que o apoio é limitado ao momento em que o lobista está na alta. Quando a Polícia Federal aparece, os “amigos” somem.

Ravengar da Vitória
No Corredor da Vitória, onde o valor do metro quadrado se diferencia pelo lado da rua, uma figura que a sociedade baiana já reconheceu em larga escala agora atravessa o calçadão como personagem desfigurado. Perdeu a esposa para o ex-sócio e, desde então, parece ter perdido também o horário, o espelho e o pacto de aparência que o sobrenome exigia. Anda viajandão. Fala sozinho. O cabelo assanhado e a roupa rasgada, suja, marcaram a alcunha: Ravengar da Vitória. As cenas se repetem com a pontualidade que o comércio local já incorporou à paisagem. Quem passa finge o celular. Quem filma não finge. As redes receberam o folhetim de graça: o homem que foi sócio, marido e nome de porta agora é conteúdo de calçada, sem saber que virou story. Justamente pelos atributos ou produtos de Ravengar é que o personagem ainda não se deu conta do próprio fenômeno. A coluna não entrega o RG. Adianta, porém, que o burburinho existe: o ex-sócio pode estar recebendo o troco.

O cri-cri da terra
Quem acompanha o vai e vem nos cartórios da Região Metropolitana jura que o silêncio sobre a identidade do “homem forte” das terras em Lauro de Freitas só é quebrado por um som bem característico: cri, cri, cri… Fazendo jus à etimologia do termo, daqueles papéis amarelados colocados em gavetas com insetos para parecerem seculares, a sombra do tal operador ronda sobreposições de matrículas, disputas dominiais milionárias e manobras de bastidor entre Salvador e a RMS. O mistério sobre o seu nome permanece, mas, pelos cantos do Judiciário, tem gente dizendo que onde há fumaça, há grilo cantando.

Classificação Indicativa: Livre


Tagsna sombra do poder