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Na Sombra do Poder: Vereador beijo grego

Os bastidores da política baiana.  |  Divulgação

Publicado em 24/04/2025, às 05h50 - Atualizado às 06h10   Divulgação   Editoria de Política

Vereador beijo grego
Um vereador iniciante na legislatura da cidade foi motivo de chacota essa semana no cafezinho do Paço Municipal. O rapaz, meio abobalhado, foi contar à galera mais velha uma de suas aventuras na eleição acirrada. Foi quando ele vociferou em voz alta que a moça tinha lhe aplicado um requintado beijo grego, com toques de sorvete de pistache da Baccio di Latti. O edil confidenciou que se apaixonou pela moça após a “invasão” de Apolo. Os presentes no bate-papo caíram na gargalhada e prometeram uma homenagem daquelas na próxima sessão, com direito a sorvete para todos no auditório.

A nova Creta
Na Grécia, a ilha de Creta é um verdadeiro paraíso mediterrâneo — berço da civilização minoica, cheia de ruínas históricas, praias cristalinas e lendas mitológicas. Já no nosso estado, existe uma nova Creta. Só que, em vez de bronzeados e história milenar, o que se cultiva por lá são esquemas de licitação dignos de um labirinto. Lá, se ganha contrato com dispensa de licitação, aparece como subcontratada, e some no mapa logo depois. Tudo com cheiro de mar... mas com gosto de maracutaia. Dizem que os deuses da antiga Creta usavam labirintos para esconder monstros. Por aqui, parece que o labirinto serve mesmo é pra esconder o dinheiro público.

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A musa do calote
Uma ex-socialite soteropolitana acostumada à ponte aérea SSA/Paris para viagens nada republicanas vem sendo chamada pela “tchurminha” do coiffeur que ela frequenta como a Musa do Calote. Inicialmente, comprava a prazo produtos para suas longas madeixas e pagava com 30 dias. Na sequência, começou a não pagar suas escovas caríssimas com o “divo” dos cabelos. Para completar, comprou um Volvo XC60 na mão de uma cliente famosíssima do local e até hoje só deu o mísero sinal. Dizem as más línguas que o maridão, depois que separou, cortou suas finanças pela metade, e ela ainda não se acostumou com a ideia. Alguns amigos já sugeriram que ela mudasse do coiffeur para o salão de Eulália, ali na Ladeira do Acupe, mas a dondoca não pode “melar” o pé. Calote eterno.

Sandálias da humildade
Essa semana, uma fonte da coluna trouxe uma revelação que mostra que nem tudo é o que parece ser. Uma deputada estadual que passa a imagem de uma pessoa simples e defensora dos mais humildes não costuma tratar bem quem trabalha com ela. Uma história que chegou à NSP é que a parlamentar não gosta de ser chamada por seus colaboradores pelo nome próprio, e sim pelo cargo que ocupa. Certa vez, quando foi chamada pelo nome por seu motorista, ela fez questão de corrigir o rapaz: “Fulana, não. Deputada”, com um ar de superioridade. Essa aí não faz o que prega. Merece calçar as sandálias da humildade, não?


Vereadora de telão
Uma vereadora de Salvador esqueceu que foi eleita para trabalhar por melhorias para o povo (e outras causas) e mal compareceu às sessões do último trimestre na Câmara Municipal. Mas não se engane: se algo de grande repercussão acontecer na cidade, ela dará o ar da graça. Fora isso, as suas pouquíssimas aparições na Casa do Povo não passam despercebidas, uma vez que ela adora dar um “close” para compartilhar nas suas redes sociais. Quem acessa o perfil em uma plataforma famosa até pensa que ela trabalha…

Guerra Fria no Thomé de Souza
Entre as secretarias da Prefeitura de Salvador, os assessores parecem estar vivendo uma guerra fria e um jogo de empurra-empurra. Ao serem questionados sobre as ocorrências que permeiam a capital baiana, tem assessor que joga a responsabilidade no colo do outro, deixando um clima desconfortável onde ninguém se prontifica a auxiliar a resolver, com resoluções práticas, os problemas da cidade. Com alfinetadas e críticas, os profissionais deixam escapar que algo não anda bem nos setores que respondem pelos cuidados da cidade, deixando evidente a digladiação nos bastidores. E pensar que recentemente as secretarias passaram por alterações em seus nomes… Mas fica óbvio o que mais falta: organização e comunicação. E como poderão reportar e atuar na cidade sem estabelecer um diálogo claro?


O silêncio da Semop
A Prefeitura de Salvador determinou, no início do mês, que estruturas consideradas irregulares fossem demolidas na Orla de Itapuã. Acontece que, após pôr tudo no chão, os destroços não foram retirados das margens da pista, afetando os transeuntes que frequentam o local. A NSP chegou a flagrar dois homens que conversavam sentados em um banco cercados de pedaços de concreto. Porém, o que chama a atenção em todo esse caso é que, quase um mês depois, os entulhos ainda estão no local sem previsão de retirada. E a Semop, quando questionada, prefere o silêncio de uma assessoria que visualiza e não responde.


Troca-troca da incompetência
Recentemente, o município de Salvador pôde presenciar uma discreta dança das cadeiras em suas secretarias: sai um daqui, vai um pra lá… E assim a manutenção é feita. Porém, mesmo com a troca das peças, a incompetência permanece. Tem assessor que atuava na Secretaria A e era criticado, foi para a Secretaria B e nada mudou. Por que, mesmo em meio a trabalhos mal feitos, os incompetentes ainda estão lá?


Folhas de pedra
Tem chamado a atenção casos em que árvores estão sendo concretadas em Salvador. O registro mais recente ocorreu na Orla de Salvador. Com o leilão de áreas verdes sendo fortemente defendido pelo prefeito Bruno Reis, pelo presidente da Câmara, Carlos Muniz, e pelo histórico do ex-prefeito que virou meme ao ser chamado de “Acimento Neto” pela população após a construção do BRT, será que a base aliada da prefeitura está aguardando até que chovam folhas de pedra na cidade?


Mini-recesso
Os quatro dias de folga no feriadão da Semana Santa e Tiradentes parece que não foram suficientes para os deputados estaduais baianos. Os parlamentares decidiram prolongar ainda mais o período de ócio e boa parte deles não compareceram ao plenário da Assembleia Legislativa nesta semana. As sessões de terça e quarta-feira foram derrubadas por falta de quórum. 


Reflexos
A falta de compromisso de alguns deputados também fica nítida quando o assunto é a presença nas Comissões da Casa. Em boa parte delas, os trabalhos não foram iniciados por conta da ausência dos seus membros, como bem relatou José de Arimateia (Republicanos), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alba. Os Colegiados são espaços cruciais para o debate e qualificação dos projetos que serão votados pelo Legislativo. Porém, apesar da relevância, os deputados parecem não se importar. 


Racha em Camaçari?
O clima não anda muito bom entre o ex-prefeito de Camaçari, Antônio Elinaldo e o seu pupilo Flávio Matos, derrotado nas urnas em 2024 pelo petista Luiz Caetano. Elinaldo pavimenta sua candidatura a deputado estadual, enquanto Flávio tenta se viabilizar para uma vaga na Câmara dos Deputados. O problema é que o ex-prefeito tem como estratégia fazer uma “casadinha” com Manoel Rocha e também Paulo Azi e uma candidatura de Flávio poderia atrapalhar os planos. Nos bastidores o rompimento entre criador e criatura já é dado como certo.


Difícil união
O projeto de unir dois dos maiores partidos do Brasil, o União e o PP, numa única legenda, está cada vez mais distante de se tornar realidade. A avaliação é do fundador e ex-presidente do União, o deputado pernambucano Luciano Bivar. Segundo o parlamentar, que teve o domínio da sigla tomado pelo seu conterrâneo Antônio Rueda, não há consenso dentro do partido para a formação do União Progressista (possível nome da futura legenda) e esbarra, entre outras coisas, nos posicionamentos conflitantes de quadros dos dois partidos em alguns estados.


A negação de Pedro
O líder do União na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas (MA), já sabia que não contaria com o apoio de sua bancada para assumir o Ministério das Comunicações e teve duas chances de negar o convite. Porém, o parlamentar preferiu deixar a recusa final para a última hora, colocando uma saia justa no governo Lula. Fontes dentro do União revelam que o líder poderia ter negado a proposta para ser ministro tão logo esta foi feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pela ministra da Articulação Política, Gleisi Hoffmann. Mesmo assim, concordou em ir com os dois ao presidente Lula, onde, pela segunda vez, vacilou em recusar o convite, deixando para dar o “não” definitivo para a última terça-feira (22), quando a confusão já estava formada.


Bendito enterro (Direto de Brasília)
O enterro do Papa Francisco se tornou uma grande oportunidade para um encontro reservado entre o presidente Lula e os presidentes do STF, Luís Roberto Barroso, do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB). Os quatro estarão juntos no avião presidencial nas oito horas de viagem entre Brasília e Roma. Um dos assuntos que interessa diretamente às autoridades é a construção de uma saída negociada para evitar o andamento do PL da Anistia aos golpistas. A ida de Hugo Motta ao velório do Papa Francisco já ajuda a postergar o andamento da proposta, uma vez que a reunião do Colégio de Líderes que discutiria a urgência na tramitação da matéria estava marcada para acontecer na manhã desta quinta (24), justamente na mesma hora da decolagem do voo para Roma.

Antonio Cruz / Ag Brasil

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