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Publicado em 19/08/2026, às 07h07 - Atualizado às 07h16 TSE Redação Bnews
O candidato a deputado federal por Alagoas Luiz Teodoro dos Santos (Avante), conhecido como "O Galego", declarou R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2026. O valor faz dele o candidato que informou possuir a maior quantia em espécie entre os nomes registrados até o momento.
Segundo os dados enviados à Justiça Eleitoral, Santos tem 59 anos, nasceu em Arapiraca e é empresário. Além dos R$ 30 milhões em espécie, ele não declarou outros bens.
Ao Uol, o candidato confirmou que o valor registrado no TSE está correto, mas não quis comentar.
Nas redes sociais, Santos se apresenta como "o galego do mármore" e também como "o candidato do sertão e dos pobres". Ele divulga santinhos de campanha ao lado de Renan Calheiros (MDB), candidato à reeleição ao Senado por Alagoas.
Em eleições anteriores, Luiz Teodoro dos Santos declarou não possuir bens. Ele foi candidato a vereador em Delmiro Gouveia, em 2012, quando ficou na suplência. Em 2014, disputou uma vaga de deputado estadual. Dois anos depois, tentou novamente uma cadeira de vereador, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral.
Especialistas apontam que grandes quantias em dinheiro vivo podem dificultar a comprovação da origem dos recursos, já que não há rastreabilidade bancária.
O empresário Clébio Lopes Pereira (União), conhecido como Jacaré, aparece em segundo lugar entre os candidatos que mais declararam dinheiro vivo. Candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, ele informou possuir R$ 11,9 milhões em espécie.
O valor mais que dobrou desde 2022. Naquele ano, quando disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo antigo Partido Social Liberal (PSL), Jacaré havia declarado R$ 5,1 milhões em dinheiro vivo.
Clébio Lopes Pereira foi preso em setembro de 2022, acusado de chefiar um esquema de corrupção na Prefeitura de Itatiaia. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), ele comandava uma organização criminosa voltada à obtenção de vantagens por meio do desvio de recursos públicos.
Jacaré foi solto poucos dias depois por ser réu primário e ter bons antecedentes. Na ocasião, afirmou que não tinha relação com a Prefeitura de Itatiaia e que a prisão ocorreu no momento em que sua candidatura a deputado estadual vinha "crescendo" em várias regiões do estado.