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Multinacional mira terras raras e urânio em área de preservação no sul da Bahia

A multinacional Energy Fuels pretende explorar minerais estratégicos em uma área de 16.970 hectares, gerando preocupações ambientais e sociais, no sul da Bahia  |  Reprodução/ Alcobaça- BAHIAWS

Publicado em 10/10/2026, às 12h28   Reprodução/ Alcobaça- BAHIAWS   Samuel de Jesus

Uma multinacional canadense pretende explorar minerais estratégicos, incluindo terras raras e urânio, em uma região de preservação ambiental no sul da Bahia, de acordo com matéria publicada pelo Globo.

O projeto da empresa Energy Fuels envolve 19 títulos minerários distribuídos entre os municípios de Caravelas, Alcobaça, Nova Viçosa e Prado, em uma área de aproximadamente 16.970 hectares próxima ao arquipélago de Abrolhos. 

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Abrolhos
Alcobaça
Prado
Baleia jubarte

O plano da multinacional despertou preocupação de ambientalistas por ficar perto de territórios indígenas, comunidades tradicionais e regiões importantes para a reprodução das baleias-jubarte.

A principal controvérsia envolve a diferença entre os minerais declarados nos processos de pesquisa apresentados à Agência Nacional de Mineração (ANM) e os objetivos divulgados pela própria empresa a investidores internacionais

As terras raras são utilizadas na fabricação de equipamentos tecnológicos, motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e outros produtos que dependem de ímãs de alto desempenho.

Região abriga ecossistemas importantes

A área fica próxima à região de Abrolhos, considerada um dos principais locais de reprodução das baleias-jubarte no Atlântico Sul. O território também reúne praias, manguezais, recifes, áreas protegidas e comunidades que dependem da pesca artesanal e do turismo.

A organização Centro de Estudos e Conservação da Natureza (Cecna) notificou o Ministério Público Federal (MPF) em agosto, apontando possíveis riscos ambientais e questionando a transparência das informações sobre o projeto.

MPF arquivou procedimento, mas novas medidas são possíveis

Em 8 de setembro, o Ministério Público Federal arquivou as denúncias. De acordo com o órgão, o empreendimento ainda estava em fase preliminar de obtenção de autorizações e licenças, sem início da exploração mineral.

A decisão não impede uma nova atuação caso sejam identificadas irregularidades ou uma nova analise dos impactos pelo projeto da empresa.

A empresa possui três processos de licenciamento no Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema). O órgão informou que concedeu autorização para pesquisa mineral, mas não uma licença prévia para a exploração de terras raras em areia da região Sul da Bahia.

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TagsAgência Nacional de MineraçãoAlcobaçaambientalistasanmBahiabaleias-jubarteEnergy fuelsMonazitaNova ViçosapataxóPrado

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