BNews Nordeste
Publicado em 29/10/2026, às 06h22 Divulgação / Camapanha de Lula Redação Bnews
O Nordeste foi alvo de 14,7 milhões de menções ofensivas nas redes sociais após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25).
O levantamento da Ativaweb DataLab, obtido pelo colunista Carlos Madeiro, do Uol, contabilizou os ataques entre a noite da votação e as 16h de quarta-feira (28), em meio a manifestações contra a região, onde o presidente obteve sua maior votação.
Ao todo, o monitoramento identificou 18.567.871 menções relacionadas ao Nordeste. Desse total, 79,3% tinham tom crítico à região, enquanto 20,7% expressavam apoio aos nordestinos.
Segundo o estudo, as manifestações ultrapassaram as críticas ao resultado eleitoral e incluíram ofensas à população, associações da região à pobreza e à dependência, comparações com animais e doenças e mensagens que defendiam a separação do Nordeste do restante do país.
A análise considerou publicações, comentários, links e compartilhamentos no Facebook, Instagram, TikTok e X, além de comentários no YouTube e no Kwai. O levantamento reuniu conteúdos que relacionavam o Nordeste, seus moradores ou os estados nordestinos ao resultado das eleições.
De acordo com o estudo, os ataques tiveram participação de usuários de diferentes partes do Brasil, com presença expressiva de perfis do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste.
O relatório também apontou que a proporção de manifestações hostis caiu pouco em relação ao primeiro turno. Ouvido pela coluna, Alek Maracajá, diretor-executivo da Ativaweb DataLab, avaliou que a persistência desse padrão indica que as ofensas não se limitaram a uma reação momentânea ao resultado eleitoral.
“A hostilidade recuou apenas 2,9 pontos percentuais [em comparação ao primeiro turno], e os ataques seguem em posição claramente minoritária. Quando o tom quase não muda entre um turno e outro, não estamos diante de uma reação. Estamos diante de uma convicção”, afirmou.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, o monitoramento registrou 32,8 milhões de menções relacionadas ao Nordeste. Desse total, 27 milhões foram classificadas como ataques nas 72 horas seguintes à votação.
No segundo turno, o volume de menções ofensivas caiu 43%, segundo os dados apresentados pelo levantamento. Ainda assim, a soma dos dois períodos chegou a 51.446.082 menções sobre o voto nordestino, das quais 41.750.211 tinham tom crítico à região.
O estudo também analisou o perfil dos responsáveis pelas manifestações críticas ao Nordeste. Os homens representaram 52,3% dos perfis identificados, enquanto as mulheres corresponderam a 24,5%. Em outros 23,2% dos casos, não foi possível identificar o gênero dos autores.
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