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Pai de bebê morta após estupro coletivo desabafa: “Acabou com a minha vida”

Erisvaldo e a mãe da criança estão separados há dois meses. Os dois também são pais de um menino de 3 anos.  |  Reprodução

Publicado em 17/07/2026, às 06h39 - Atualizado às 06h48   Reprodução   Redação Bnews

O pai da bebê de 10 meses que morreu após ser vítima de estupro em Fortaleza, no Ceará, soube da morte da filha enquanto voltava de uma viagem. Erisvaldo Almeida contou que recebeu a ligação da ex-companheira, Ysabelle Rodrigues, com a notícia da tragédia e disse que, desde então, não consegue sair de casa ou se alimentar devido ao impacto emocional provocado pela perda da criança.

O crime aconteceu na segunda-feira (13), no bairro Dionísio Torres. Dois suspeitos foram presos após a morte da menina, que foi levada para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

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“Não estou suportando. Acabou com a minha vida, eles acabaram com a minha vida, esses desgraçados. Eu ainda estou tão em choque que eu não saio de casa, não como, eu não consigo... Eu não consigo entender como é que um ser humano tem coragem de fazer isso com uma criança, um bebê de 10 meses”, afirmou Erisvaldo ao G1.

Pai soube da morte durante viagem
Erisvaldo e a mãe da criança estão separados há dois meses. Os dois também são pais de um menino de 3 anos.

Segundo o pai, foi a própria ex-mulher quem ligou para informar sobre a morte da filha. No primeiro momento, ele disse que ouviu que a bebê teria sido asfixiada com um lençol.

“Eu fiquei em choque, em pânico”, lembrou.

O pai retornava para Fortaleza quando recebeu a ligação. Ele contou que tentou buscar informações com familiares, mas ninguém conseguia explicar o que havia acontecido.

“Aí eu comecei a ligar para a família, o pessoal não me dizia nada, dizia só a mesma coisa, ou ela tinha sido asfixiada, ou ela tinha dormido por cima da menina”, relatou.

Erisvaldo diz que não conseguiu enterrar a filha
O pai afirmou que ainda não consegue acreditar na morte da bebê e relatou a dificuldade de realizar atividades básicas após a tragédia.

“Eu não tenho força nem para sair de casa, para ir atrás de fazer qualquer coisa, eu não consigo acreditar nisso… Quando vem na minha mente ela sorrindo para mim na videoconferência quando eu ligava pra ela, [a morte] não vem na minha mente. Eu não acredito, não estou acreditando, não caiu a ficha”, disse.

Erisvaldo também contou que não conseguiu acompanhar o enterro da filha.

“[No velório], eu pedi o meu momento, o resto da família dela [mãe da criança] atendeu. Eu fiquei ‘um pedaço’ só com a minha filha. Fui para o velório, fui para todos os cantos, mas não consegui enterrar a minha filha de jeito nenhum”, afirmou.

Pai soube da suspeita de estupro na delegacia
De acordo com Erisvaldo, ao chegar em Fortaleza, ele foi até uma delegacia para entender o que havia acontecido. Foi no local que ele disse ter sido informado pelos policiais sobre a suspeita de violência sexual.

“Eles falaram: ‘é o seguinte, até o momento, a sua filha não foi asfixiada, ela foi, ela não morreu por conta própria. Ela foi morta, porque as partes íntimas dela estavam com marcas vermelhas como se fosse sangue’”, relatou.

“Eu estou totalmente revoltado, indignado, eu estou querendo justiça de todas as formas”, completou.

Dois suspeitos foram presos
Após o crime, dois homens foram presos: Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26.

Francisco Ray tinha um relacionamento com a mãe da criança. Os dois suspeitos estavam em um apartamento no bairro Dionísio Torres, junto com a bebê.

Segundo as informações divulgadas, Roberto Levy foi encontrado com o corpo em cima da criança. A bebê foi socorrida e levada para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, representada pela advogada Gleyce Kelly Leitão, afirmou que o cliente colabora com as investigações e realizou voluntariamente a coleta de material genético.

"Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação", informou a defesa.

A defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães não foi localizada.

Investigação segue em andamento
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), profissionais da saúde constataram no hospital que a criança havia sido vítima de violência sexual.

A SSPDS informou que não divulgou detalhes sobre a dinâmica do crime, o momento em que o estupro ocorreu ou como foi a atuação das equipes de emergência.

A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou que realizou exames periciais no local da ocorrência e o exame cadavérico. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos para esclarecer as circunstâncias do caso.

Classificação Indicativa: Livre


Tagsestuproviolência sexual