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Professora é afastada após suspeita de agredir aluno com autismo

Uma professora foi afastada após denúncias de agressão a um aluno de 15 anos com autismo e TDAH  |  Reprodução/Google Street View

Publicado em 16/08/2025, às 16h43 - Atualizado às 17h04   Reprodução/Google Street View   Analu Teixeira

Uma professora da Escola Municipal de Tempo Integral Nadir Colaço, localizada no bairroda Macaxeira, Zona Norte do Recife, foi oficialmente afastada das atividades pedagógicas após ser denunciada por agredir um estudante de 15 anos diagnosticado com autismo e TDAH.

O episódio aconteceu durante uma atividade em sala de aula no dia 7 de agosto, quando a professora teria puxado o adolescente pela camisa e arremessado uma cadeira contra ele, segundo relatos da família.

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A mãe do aluno denunciou ainda que, ao longo dos últimos quatro meses, o estudante vinha sendo alvo de atitudes discriminátorias por parte da professora. Relatou situações em que ele foi empurrado e até ameaçado com um cabo de vassoura. Apesar da violência, o jovem não sofreu ferimentos graves com o impacto da cadeira.

Após a denúncia, o caso foi registrado inicialmente na Delgacia da Mulher e, em seguida, encaminhado ao Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), que conduz as investigações.

A Secretaria de Eucação do Recife começou um processo administrativo para apurar os fatos e reiteira que não tolera nenhum tipo de violência física ou psicológica no ambiente escolar. Ainda informou que está prestando apoio à família e à comunidade escolar.

Em sua rede social, o prefeito João Campos (PSB) se posicionou: “Não vamos admitir casos de agressão na rede de ensino do Recife. … O processo administrativo foi aberto para que todos os fatos sejam apurados e as devidas providências sejam tomadas".

A Secretaria de Educação já se colocou à disposição da família para todo o acompanhamento necessário. Escola é lugar de ensino e aprendizagem, não de violência”

Além da agressão, a mãe do estudante denunciou que a professora proibiu o adolescente de entrar na Sala de Recurso Especiais da escola e que o jovem foi empurrado por ela em outras ocasiões. Desde a confusão, ela relatou que o adolescente não quis mais ir ao colégio.

"Ele disse a mim: 'Eu estou com medo, mainha', porque, se ela jogou uma cadeira em mim, ela foi fazer um algo pior comigo. E é verdade", afirmou a mãe, segundo o G1.

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