Personalidade
Publicado em 26/04/2020, às 13h54 Divulgação Redação BNews
A história de Lolla Francis, de 35 anos, foi contada pelo médico Drauzio Varella em uma reportagem do "Fantástico" que entrevistou transexuais cumprindo pena em presídios. Até integrar a ala das trans no presídio, diz que teve que "ocultar essa página da sua vida".
"Eu mesma sempre me aceitei do jeito que sou, mas venho de uma família com oito irmãos, achava que ia influenciar eles para o mau caminho", afirma. "E se chegasse pro meu pai dizendo 'sou bicha', ele me mataria. Fui sofrendo calada e sozinha", declarou, em entrevista ao blog "Universa".
Segundo a publicação, ela vive em um abrigo para mulheres trans em São Paulo e aguarda o dinheiro da vaquinha online que foi criada para ajudá-la. Lolla espera pelo fim da quarentena imposta pela pandemia de Covid-19 para fazer cursos de maquiagem que recebeu como doação de seguidores e tem o sonho é abrir um salão e beleza.
Ela também foi vítima de estupro aos 10 anos de idade. "Sofri violência sexual de um amigo do meu avô, com quem eu morava. Ele me convidou para ir pescar. E aí fomos para uma casa. Foi penetração mesmo. Me deixou uns dias traumatizado. Ele ainda disse: 'Não conta nada para o seu avô'", relembra. "A cicatriz vai permanecer comigo, me feriu por dentro. Me assustei. Mas hoje eu sei: não é porque sou uma mulher trans que podem fazer o que quiserem."