A Justiça revogou, nesta segunda-feira (13), aprisão preventiva dos policiais Carlos Souza Filho e Valmir Oliveira Silva, acusados de participarem da morte do ex-recruta da Marinha, Levi Monteiro dos Reis, 22, durante uma abordagem realizada no bairro de Cajazeiras XI, no dia 14 de Janeiro.
Ontem a 2ª Vara do Juri Sumariante ouviu todas as sete testemunhas de acusação, assim, o juiz Ernani Garcia Rosa entendeu que não havia mais necessidade de manter os policiais presos, por não poderem mais atrapalhar as investigações.
A informação é confirmada pelo advogado de defesa Vivaldo Amaral Decretada, nesta terça-feira (14). Os seis policias estavam presos temporariamente.
Conforme o advogado do delegado Tadeu Braga (na época lotado na 13ª Delegacia em Cajazeiras), Alano Frank, o seu cliente responde ao processo de fraude processual - para o Ministério Público Tadeu tentou suprimir na ocorrência o delito dos agentes - e deve ser absolvido sumáriamente da acusação.
Um escrivão e oito agentes são acusados de homicídio triplamente qualificado.
Relembre o caso - O crime aconteceu em janeiro deste ano quando Levi participava de uma comemoração com amigos em uma laje em Cajazeiras 11. Um grupo fumava maconha quando policiais teriam chegado atirando. Uma bala atingiu o coração do ex-recruta, que chegou a ser socorrido ao Hospital Eládio Lasserre, mas morreu no trajeto até a unidade.
Os familiares informaram que viram o rapaz ser colocado numa viatura da Polícia Civil, mas o corpo do jovem chegou no hospital encaminhado por policiais militares e apresentado como não identificado.
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