Um soldado, que não teve o nome divulgado, lotado na 40° Companhia Independente da Polícia Militar, unidade localizada no bairro Nordeste de Amaralina, foi preso na manhã desta sexta-feira (8). Segundo o subcomandante da Companhia, capitão Élcio Pereira, o PM se desentendeu com um capitão da corporação.O subcomandante diz ainda que o soldado respondeu de forma desrespeitosa ao capitão-tenente, conhecido como 'Amparo',que havia designado uma atividade para ele na rua.
Ainda de acordo com Pereira, a situação começou por causa de um problema no pneu de uma das viaturas. “Ele foi visto pelo capitão da companhia conduzindo uma viatura com pneu totalmente baixo e, em vez de pedir socorro, trouxe a viatura para a unidade nessa situação, podendo criar maiores danos à coisa pública”, conta. “Ele [soldado] o respondeu em tom de insubordinação, usando expressões inadequadas", afirma.
Para Marco Prisco, presidente da Afra Bahia (Associação dos Policiais, Bombeiros e de seus Familiares), o policial estava desempenhando a função de forma correta. “Todo mundo sabe que a viatura não tem como ir para rua, o veículo não tem pneu de socorro e, mesmo assim, o comando determinou que ele fosse”, comenta.
Prisco afirma ainda que a prisão ocorre por pressão política e para servir de exemplo aos outros soldados do que não se deve fazer. "Isso é pressão política. O governo quer que a população veja a viatura na rua, mesmo que ela não possa fazer nada, para dar a sensação de segurança à população. Estão prendendo um cidadão brasileiro, um trabalhador, só porque ele teve a coragem de dizer que não podia estar na rua com a viatura subutilizada.”, diz.
O advogado do soldado, Fábio Brito, que é diretor jurídico da Afra, alega que o soldado calibrou os pneus do veículo antes de sair e retornou à unidade porque não tinha pneu de socorro. "Não entendemos porque o soldado está prestando depoimento em uma delegacia, como se fosse um marginal, isso a gente não compreende", afirma. O advogado relata que o soldado deve ser encaminhado à Corregedoria da PM para que seja averiguado se o caso se configura como crime militar.
O delegado Sansão, dá outra versão para o caso. "As primeiras informações que tenho é de que ele estava cantando pneu no pátio da companhia e que, quando estava sendo ouvido, uma arma não registrada foi encontrada com ele". O delegado afirma que irá aplicar a fiança, com base na nova lei do Código Penal, a 12403/11, mas ainda não revela o valor. O advogado de defesa nega o porte de arma e reafirma a situação de perseguição.
O soldado da PM está sendo interrogado pelo delegado Marcelo Sansão, titular da 28° delegacia.
Com informações do G1
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