A situação do sistema prisional baiano é caótica. Neste domingo o colunista do jornal A Tarde, Levi Vasconcelos, publicou números apresentados pelo novo secretário do segmento, Nestor Duarte (PDT) que demonstram a fregilidade da política de segurança pública do estado.
De acordo com o chefe da pasta, atualmente existem na Bahia 10.200 presos, dos quais 4.800 provisórios e 5.400 apenados, ou seja, já julgados e condenados. Outros seis mil estão nas celas de delegacias espalhadas pelo estado.
O secretário continua sua apresentação: dos apenados 70% têm menos de 25 anos e outros 20% entre 25 e 30, 80% deles foram presos por problemas com drogas. Mais ainda, 90% são pobres e semianalfabetos que compõem outra triste média: 70% reincidem no crime, quando saem.
Em declarações ao jornalista do impresso local, Nestor Duarte afirmou que o grande desafio é o desenvolvimento de políticas de ressocialização.
O problema é ainda maior porque estas pessoas ficam enclausuradas todas em pequenos espaço. A superlotação é outra característica, esta não só baiana. Mas por aqui. Segundo o secretário, dos 4.800 presos provisórios cerca de 900 estão aptos a gozar dos benefícios da Lei (12.403). Sendo os acusados de crimes cuja pena máxima é de quatro anos. Dos seis mil nas delegacias, 1.200 estão nas mesmas condições.
Mesmo soltando todos estão que a nova Lei prevê os presídios e delegacias continuariam superlotados. A conta é 10.200 onde cabem 8.200. Nestor diz que está em processo a construção de mais 2.900 vagas.
Alguém se habilita?
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