Em Barreiras, após fuga dos 80 presos da delegacia da cidade que fica ao oeste da Bahia, dois dos fugitivos se apresentaram espontaneamente à unidade de polícia nesta segunda-feira (28). “Eles estavam acompanhados de seus advogados. Não vieram juntos, foram dois atos individuais”, explica o delegado Joaquim Rodrigues ao G1. Além dos dois que se entregaram, a polícia conseguiu recapturar um preso, em sua residência, na cidade.
Os presos fugiram na noite de sexta-feira (25) por um buraco cavado no teto de uma das celas. No domingo (27), doze presos foram recapturados em pequenos grupos. Sessenta e sete deles permanecem em situação de fuga. O delegado Rodrigues informa que é comum os presos foragidos procurarem a polícia. “Acontece normalmente. Foi uma fuga em grande quantidade. Alguns vão mais na pressão, sem planejar. Acabam se arrependendo e se entregam”, afirma.
De acordo com o delegado, a lei não estabelece punições para esse tipo de ação dos presos, por isso não há como prever consequências até o julgamento da pena. “Se tivesse numa condicional, mas não, como estão em regime fechado, pior que o deles não existe. O dever do estado é não deixar fugir. Administrativamente é um ponto negativo, pode ser um agravante”, comenta.
Em Salvador, 37 homens escaparam da 1ª Delegacia e outros 15 da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE). As duas unidades funcionam no Complexo Policial dos Barris, centro da cidade, e as fugas ocorreram no início da manhã de domingo (27). Quinze foram recapturados até segunda-feira (28).
A população carcerária em delegacias na Bahia é de aproximadamente 5.800 pessoas, 4.500 no interior do estado e 1.300 na capital e região metropolitana, segundo dados da Polícia Civil. Somente no fim de semana, 145 detentos fugiram de unidades policiais no estado.
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