A Operação Teníase, da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (9), prendeu 30 pessoas e desarticulou uma quadrilha envolvida em fraudes contra a Previdência Social. Segundo a PF, a quadriha era responsável por fraudar cerca de R$ 7 milhões mensais da Previdência. Os agentes cumprem 33 mandados de prisão e 81 mandados de busca e apreensão e anda estão em busca de mais três pessoas ainda não localizadas.
De acordo com as denúncias, servidores da Previdência Social recebiam propina em troca da concessão de benefícios previdenciários. Em alguns casos, eram usadas empresas de fachada. As fraude também alcançavam os benefícios de prestação continuada da assistência social, auxílio-doença e pensão por morte.
A operação contou com 281 policiais, 75 veículos e 16 servidores do Ministério da Previdência Social. Segundo a policia, a Operação Teníase recebeu esse nome em alusão à doença causada pela parasita Tênia, que absorve os nutrientes do organismo huano. Segundo a assessoria de imprensa da PF, a operação está sendo realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e a Previdência Social.
As investigações apontaram que os envolvidos obtinham benefícios irregulares em agências da Previdência do Bairro de Fátima, em Niterói, e de Itaboraí, ambas na região metropolitana, de Copacabana e do Cosme Velho, na zona sul da capital, e de Teresópolis, na região serrana.
A apuração preliminar apontou ainda que os ilícitos geraram prejuízos de pelo menos R$ 7 milhões por mês. Na casa de um único servidor do INSS foram apreendidos R$ 40 mil. Entre os presos há, além de servidores, ex-servidores e outros intermediários.
A PF concederá entrevista coletiva às 11h, na sede da Procuradoria da República no Rio, com o superintendente da PF no estado, delegado Ângelo Fernandes Gioia, e o procurador da República Carlos Alberto Aguiar, quando fornecerá mais detalhes da operação.
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