Polícia

Os presos forão soltos neste sábado

Publicado em 13/11/2010, às 20h55      Ivana Braga

Com exceção do empresário Edison dos Santos Cruz, proprietário da empresa Sustare Distribuidora de Alimentos, com sede em Itatim, as demais pessoas presas nesta quarta-feira (10) durante Operação Carcará, realizada pela Polícia Federal (PF), tiveram ordem de soltura expedida pela Justiça baiana nesta sexta-feira (12). Apesar disso, apenas os sete prefeitos, que ficaram presos na sede da PF em Água de Meninos, em Salvador, foram liberados nesta sexta-feira.

Os demais presos, encaminhados para a Penitenciária Lemos Brito, em Mata Escura, só serão soltos neste sábado (13). Apontado como mentor do esquema que teria desviado mais de R$ 60 milhões de verbas federais destinadas à educação, saúde, compra de medicamentos e transporte, Edison dos Santos Cruz continua preso porque é o único que teve o pedido de prisão preventiva decretado. Os outros tinham apenas prisão temporária.

Todos os sete prefeitos só foram liberados na noite de hoje, apesar de dois deles - Marcos Araújo (PR), de Lençóis, e Antônio Miranda Silva (PRP), de Aratuípe -, terem os pedidos dehabeas corpus acatado na manhã desta sexta-feira pelo desembargador Napoleão Nunes Maia do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ).

No entanto o desembargador não assinou o alvará de soltura dos presos. Esse detalhe exigiu a realização de uma verdadeira para que os presos fossem liberados ainda nesta sexta-feira, o que só foi possível com a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a assinatura dos alvarás por outra autoridade do TJ, já que o desembargador Napoleão não foi localizado.

Após vencer essa etapa, os advogados dos prefeitos presos esbarraram em outra dificuldade: na sede da PF apenas um agente estava de plantão. Presos e seus representantes jurídicos tiveram que aguardar horas pela chegada de outro agente federal para que fossem cumpridos os alvarás de soltura, fato que gerou reclamação de muitos advogados.

Segundo um dos advogados que aguardava a liberação do seu cliente, para a realização da Operação Carcará que resultou na prisão dos 45 acusados de integrar o esquema de desvio de verbas federais a PF disponibilizou 450 agentes. “Agora a gente tem que esperar a chegada de outro porque aqui só tem um agente federal”, criticou, informando ainda que foram investidos, somente em diárias, R$ 300 mil.

A Operação Carcará, assim denominada em referência à ave de rapina do sertão brasileiro, foi desencadeada na quarta-feira, tendo cumprido 45 mandatos de prisão e 82 de busca e apreensão.

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