O presidente americano Barack Obama passou por uma saia justa nesta terça-feira (27) na Coréia do Sul, onde participa de um encontro para discutir uma política de utilização da energia nuclear. Sem saber que o seu microfone estava ligado, Obama pediu ao presidente russo Dimitri Medvedev que espere até o fim das eleições para discutir a política antimísseis. "É minha última eleição, depois terei mais flexibilidade", disse o presidente americano. O ato foi imediatamente usado pelos republicanos que agora acusam o presidente americano de ocultar suas intenções com a Rússia. Mitt Romney, pré-candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, disse que a "ideia do presidente é planejar e fazer acordos com a Rússia, mas que ele não revelará isso a população antes das eleições, o que é muito alarmante". Romney afirmou que a Rússia está alinhada com "os piores atores" quando o assunto é política nuclear e definiu o país como o "inimigo geopolítico número um" dos EUA.
Horas antes que os microfones captassem seu pedido a Medvedev, em discurso em Seul, Obama lançou uma proposta de diálogo com a Rússia para uma redução de armamento nuclear mais drástica. Segundo o presidente, a defesa antimíssil deveria ser "uma área de cooperação, não de tensão". A Rússia se opõe aos planos americanos de desenvolver um escudo de defesa antimísseis na Europa. Esse escudo foi anunciado originalmente por George W. Bush, antecessor de Obama, que o modificou e assegurou que seus planos têm como objetivo proteger a Europa de um possível ataque por parte de nações hostis. Com informações da Agência EFE
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