A Polícia Militar libertou uma garota de 8 anos que havia sido sequestrada pela prima, uma adolescente de 14 anos, e seu namorado, de 43 anos, na zona leste de São Paulo. A criança conseguiu contatar a Polícia Militar por telefone. Ela encontrou uma caixa de cartas que continham o endereço do cativeiro. Com base nos dados, ela conseguiu orientar a polícia a encontrar o local do cativeiro.
A criança ficou 14 dias em cativeiro, fechada dentro de um armário de onde só saía à noite, e era alimentada apenas com pão e água. Ela disse que ficava que nem na barriga da mãe.
A menina contou que no sábado foi deixada sozinha pela prima e pelo namorado, de 43 anos, um foragido da penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Ela aproveitou a ausência dos dois para vasculhar o imóvel. Lá, encontrou vários celulares e uma caixa de cartas.
Primeira ela teria ligado para a sua casa, onde ficaram de acionar a polícia. Como ela conhecia o telefone da emergência da polícia, resolveu ligar ela mesma para pedir ajuda.
A princípio a policial que atendeu pensou tratar-se de um trote, mas no decorrer da conversa se convenceu de que era sério. Na conversa, a garota fala que foi seqüestrada pela prima e que não estava agüentando mais.
Com as cartas, a menina conseguiu indica à polícia o endereço de onde estava. Policiais que estavam na região foram acionados e procuraram o local do cativeiro.
Na casa, a polícia percebeu que, ao notar a presença da PM, uma pessoa fechou as janelas, de acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública.
Foi necessário quebrar o cadeado do portão para conseguir entrar. A criança foi encontrada deitada em um colchão. A prima da menina estava no local.
A adolescente contou que planejou o sequestro da prima junto com o namorado para pedir resgate entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. Para retirar a menina de casa, usou o pretexto de levá-la para fazer compras.
De acordo com a conversa que manteve coma policial que atendeu ao pedido de socorro, a criança disse ter sido abusada sexualmente pelo namorado da prima. (
Com informações G1 e Folhaonline)
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