Polícia

Branco morre em confronto com a polícia

Um dos acusados do crime das aolescentes, Vitor Santos Almeira foi localizado em Itaparica   |  

Publicado em 11/12/2010, às 11h06      Redação Bocão News

Vitor Santos de Almeira, 26, conhecido como Branco, é acusado de ser um dos autores da morte brutal das estudantes Janaína Cristina Brito Conceição, 16, e Gabriela Alves Nunes, 13, que foram decapitadas no dia 19 de novembro, foi morto na ilha de Itaparica, em confronto com policais da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), na tarde desta sexta-feira (10).

Desde a prisão de Jarbas Cristiano Chaves na semana passada em Itaparica realizada pela equipe chefiada pelo delegado Claúdio Oliveira, policiais da DTE vinham no encalço de Branco, localizado na noite desta sexta, acompanhado de Marcos de Souza Reis, 26, o "Bruxo".

Segundo o delegado Daniel Pinheiro, titular da DTE, a dupla se encontrava em um sobrado e teria resistido à prisão, recebendo os policiais à bala. Ambos foram feridos e socorridos para o Hospital Geral de Itaparica, mas não resistiram.  A ação policial contou com reforço de militares da 5ª Companhia Independente da PM (Vera Cruz). 

A localização de Branco e Bruxo foi poissível após a polícia receber uma denúncia, segundo contou o delegado responsável pela operação de captura dos dois. De acordo com o delegado, em torno das 11h, a delegacia recebeu uma denúncia dando informações sobre o local onde Branco se escondia.

Conforme o relato do delegado, eles ficaram sabendo que Branco estaria reunido com mais sete criminosos planejando uma chacina que seria cometida no povoado de Conceição, vizinho à localidade de Jiribatuba.

O delegado revelou que os alvos da matança seriam rivais de Marcos, que deixou o Presídio de Salvador em 5 de outubro, beneficiado com liberdade provisória concedida pela Vara Crime de Nazaré das Farinhas, no Recôncavo, onde ele respondia a processo por formação de quadrilha.

Branco era considerado um dos líderes do tráfico de drogas em Nova Divineia, comunidade do bairro IAPI em que as adolescentes foram mortas. Desde a morte das adolescentes, que foram torturadas e degoladas ainda vivas, segundo laudo da perícia técnica, e os corpos jogados na Rua Diva Pimentel, na Avenida San Martin, Branco teria fugido para a ilha, onde se uniu a outros bandidos para cometer mais crimes, de acordo com o delegado Daniel Pinheiro. 

Além de Branco, são apontados como autores do bárbaro crime Adriano Silva Nunes, Jarbas Cristiano Chaves de Souza (ambos já presos), Alex Santos e Silva, o Lequinho, e Risovaldo Hora da Costa, o Riso, que continuam soltos.

Foto: Reprodução

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