Há quase uma semana presa no Complexo Penintenciário da Mata Escura, em Salvador, a médica Kátia Vargas, indiciada pelo Ministério Público por homicído triplamente qualificado por causa da morte dos irmãos Emanuel e Emanuela no bairro da Ondina, no último dia 11, permanece na enfermaria do Presídio Salvador, dentro do Complexo. De acordo com fontes ligadas ao site Bocão News, a oftalmologista está sedada e recebendo atendimento psicológico. Ainda conforme as fontes, ela já tem noção de tudo que aconteceu e quando é questionada sobre o fato não diz uma palavra e chora constantemente. Por isso, o uso dos remédios antidepressivos.
No domingo (20), familiares de Kátia foram até o presídio visitá-la. Todos que entravam no local saíam muito abalados. A cada domingo, duas pessoas apenas podem entrar para a visita que ocorre apenas neste dia. De acordo com fontes, o marido de Kátia, que também é oftalmologista e sócio na clínica Ocular junto com ela, ainda não foi até o Complexo Peninteciário por estar à base de medicamentos desde o ocorrido. Kátia estaria se alimentando com comida levada pelos familiares.
No dia 17, com colete ortopédico no pescoço, cabelo preso e desespero ao ver a imprensa na saída da hospital Aliança que quase a fez recuar para dentro da unidade, local onde ela estava internada desde o dia do acidente, a médica foi para a prisão.
Kátia Vargas Leal, de 45 anos, deixou o Aliança acompanhada dos advogados, da delegada Jussara Souza e do delegado de defesa da família dos jovens, Daniel Keller, além do promotor David Gallo. "O MP defende os direitos da sociedade e direitos indivuduais que a doutora Kátia também tem e, claro, terão que ser observados. Por isso, diante dos fatos, a prisão preventiva decretada pela Justiça começa a ser cumprida hoje. Ela agora está recolhida e será denunciada, além d eprocessada e no final é a própria sociedade que vai decidir já que a intenção da defesa das vítimas é que ela vá à júri popular", afirmou Gallo, ao deixar o Complexo Penitenciário da Mata Escura.
No local, onde a médica poderia ter prestado depoimento, ela usou de um direito constitucional e prefeiriu ficar calada. "Ela não disse nada sobre o assunto. Disse apenas que só irá falar perante o juiz", afirmou as Bocão News, o advogado da família dos jovens, Daniel Keller. A médica ficará em cela comum, separada das outras detentas.
Kátia será indiciada por prática de homicídio com três vertentes qualificadores: motivo torpe, resultado de uma vingança; por perigo comum, criado para as pessoas que transitavam pelo local; e pela notória falta de defesa das vítimas. A pena pode ser de 24 a 60 anos, devido ao duplo homicídio.
A vida na prisão
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