Polícia

Padre é condenado à prisão por abusar sexualmente de menina de 11 anos

A vítima era coroinha e abusada após o ritual da sua primeira eucaristia  |  

Publicado em 13/12/2013, às 16h55      Redação Bocão News (twitter:@bocaonews)

O padre Osvaldo Donizeti da Silva, da cidade de Sales, localizada a 458 quilômetro da capital de São Paulo, foi condenado a cumprir 9  anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, por molestar uma menina de 11 anos durante um ritual de primeira eucaristia, na Igreja São Benedito, onde ele era responsável.

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De acordo com informações publicadas pelo o Estadão no dia 1º de maio a vítima foi retida numa sala no ritual da eucaristia. Após a confissão, Silva a teria abraçado, segurado suas nádegas e a beijado na boca. Depois de tirar a estola religiosa, ainda teria pedido para que a menor o acariciasse nas partes íntimas e, em seguida, sentasse em seu colo.Mas uma das amigas da jovem, que a esperava do lado de fora, abriu a porta da sala. A garota aproveitou e fugiu. Segundo o juiz, a criança ainda teve de mentir, dizendo que o pai estava do lado de fora da sala, para se livrar das investidas de padre Osvaldo.


O juiz Renato Soares de Melo Filho, da Comarca de Urupês (SP), onde o caso foi julgado, além de condena-lo, também rejeitou que o padre, detido em prisão preventiva desde julho, responda pelo crime em liberdade. A defesa anunciou que recorrerá e contesta a versão apresentada pela Justiça.

A defesa do sacerdote discorda dos autos e diz que ele, que é réu primário e tem bons antecedentes, só está preso por causa da profissão. Conforme declaração do advogado Ribamar de Souza Batista, publicada pelo Estadão, o padre foi mal interpretado no carinho demonstrado para a menina. "Não houve nenhuma carícia que pudesse ser um ato libidinoso. É uma injustiça que cometem com meu cliente só por ser padre", afirmou.

Na análise de Batista, a prisão preventiva do padre - que teve de comparecer com pés e mãos algemados em audiência - também é injusta. "Meu cliente tem bons antecedentes e estava afastado das funções desde a divulgação do caso; não havia motivo nenhum para ser preso preventivamente", disse. Ele também contesta a restrição imposta ao presbítero de não recorrer em liberdade. "Como ele pode ser um risco a alguém se ele nunca cometeu crime algum, se é primário?", questiona. Por isso, na avaliação de Batista, além da apelação, a defesa entrará no Tribunal de Justiça (TJ) com pedido de habeas corpus requerendo que o padre responda em liberdade. 

Foto: Divulgação



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