Polícia
Publicado em 17/07/2026, às 16h47 Reprodução / Redes Sociais Gabriel Santana
Um adolescente de 16 anos, que foi agredido por um sargento da Polícia Militar (PM) no trabalho na manhã da última quinta-feira (16), em Catalão, no sudeste de Goiás (GO), após o militar relatar que o menor teria feito uma suposta "encarada" contra ele, revelou que pensou que iria morrer.
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O menor foi agredido pelo PM Ricardo Lima Nascimento. As câmeras de segurança da loja de autopeças, onde o jovem trabalha, flagraram as agressões, que aconteceram por volta das 7h30 da manhã, quando o adolescente chegou para abrir o estabelecimento. O policial entra na loja, acessa o balcão de funcionários onde a vítima estava.
Logo depois, o PM coloca o jovem contra a parede e começa as agressões com tapas no rosto, gritos e ameaças. O policial pergunta por que o adolescente estava o encarando, mas enquanto a vítima dizia que não tinha feito nada e só tinha ido trabalhar, as agressões continuaram acontecendo. O jovem trabalha no local desde os 11 anos.
Depois das agressões, o policial permanece segurando o menino no chão enquanto perguntava se ele fazia parte de uma facção criminosa e começa a fazer ameaças de morte ao jovem.
Você tem que morrer! [...] Se você olhar para mim de novo, na sua vida, eu vou te matar. Você vai assinar sua sentença de morte". Por que você estava encarando a polícia? [...] Vou te matar aqui agora. Vontade de dar um tiro agora, bem na sua cara. Você tem que morrer".
A mãe do adolescente relatou que não conseguiu assistir a gravação da câmera de segurança e que a agressão ao seu filho aconteceu de forma gratuita.
"A costela dele está machucada, o rosto sangrando, machucou demais. Não consegui nem ver todo o vídeo porque eu fico revoltada. Ele simplesmente chegou e bateu no meu filho por nada" .
Após ter sido agredido, o jovem trabalhador relata ter medo de uma futura perseguição quando Ricardo Lima Nascimento deixar a cadeia.
“Um dia ele vai sair da cadeia, eu não sei o que vai ser depois. É mais uma preocupação, o que ele pode fazer a respeito disso".
A Polícia Militar relatou que o PM segue detido no 18º Batalhão da Polícia Militar, onde foi preso em flagrante. A corporação está avaliando o caso e afirmou que não compactua com a conduta realizada pelo oficial. A família do jovem registrou um boletim de ocorrência (B.O) e a mãe da vítima ainda disse que espera que a justiça seja feita.
A defesa do policial preso em flagrante e detido no presídio militar em Goiânia (GO), não foi encontrada e o suspeito deve passar por audiência de custódia ainda nesta sexta-feira (17).
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