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Advogada argentina ré por racismo quebra o silêncio: "Foi uma reação"

Após gestos racistas em bar, advogada argentina enfrenta prisão domiciliar e contesta a gravidade das acusações  |  Reprodução | Instagram | @policiacivil_rj

Publicado em 10/02/2026, às 19h28   Reprodução | Instagram | @policiacivil_rj   Analu Teixeira

A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após fazer gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, se defendeu publicamente. Em entrevista ao programa Mediodía Noticias, do El Trece TV, Páez afirmou que nunca teve intenção de ser racista.

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Imagens que circulam nas redes sociais mostram a advogada chamando um trabalhador de “mono”, termo em espanhol equivalente a “macaco”, e imitando o gesto. Sobre o episódio de 14 de janeiro, ela disse: “Foi uma reação emocional. Jamais imaginei a gravidade de tudo aquilo e do que veio depois, o medo de sair na rua, de que algo pudesse me acontecer.”

Páez também criticou a atuação de um policial brasileiro envolvido no caso, alegando ter sido obstaculizada durante todo o processo. Ela afirmou sentir que está sendo tratada de forma desigual e questionou o uso de sua imagem em campanhas de combate a crimes raciais, informação que a Polícia Civil nega.

Em relação à prisão preventiva, que chegou a ser determinada em 5 de fevereiro, a advogada ficou detida por algumas horas na 11ª DP (Rocinha), antes da medida ser revogada. Atualmente, cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, sem poder deixar o Brasil.

Páez também reclama que gravações completas das câmeras de segurança do bar não foram entregues, e critica a criação de uma imagem negativa sobre ela após novas denúncias surgirem. “Eu ainda não fui condenada e já estou sendo acusada como se fosse culpada de tudo”, disse.

🚨 RACISMO | RJ: Justiça decreta prisão preventiva de argentina acusada de racismo pic.twitter.com/d3RmcXRlFc

— Metrópoles (@Metropoles) February 5, 2026

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