Polícia

Advogada dos EUA afirma ter sido estuprada em hotel no Brasil; vítima passou quase um mês em tratamento psiquiátrico

Após o crime, a advogada americana ficou internada e iniciou tratamento para ansiedade e depressão  |  Divulgação

Publicado em 23/10/2025, às 13h36   Divulgação   Cauan Borges

Uma advogada norte-americana denunciou ter sido vítima de estupro por um funcionário do hotel Blue Tree, em São Paulo. A mulher passou quase um mês internada em uma clínica psiquiátrica após o crime, que ocorreu em 27 de setembro de 2024, na unidade localizada na Rua Peixoto Gomide, região da Avenida Paulista.

A bacharel Sophie, de 57 anos, estava no Brasil a trabalho e se hospedou no hotel por alguns dias. No último dia da viagem, uma sexta-feira, decidiu não sair para jantar e pediu para comer no quarto. 

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Segundo relato da vítima anexado ao processo do caso de estupro, um funcionário do bar, de 19 anos, se ofereceu para levar uma garrafa de vinho até o quarto, momento em que o abuso teria acontecido.

De volta aos Estados Unidos, no estado do Kansas, a advogada tirou cinco semanas de afastamento do trabalho. Desse período, passou 26 dias internada em uma clínica psiquiátrica, iniciando tratamento com medicamentos para ansiedade e depressão.

Até hoje continuo sob os cuidados de um terapeuta e de um médico, ambos monitorando minha saúde mental e física geral”, declarou Sophie.

Após estupro no hotel Blue Tree, advogada dos EUA ficou quase 1 mês internada em clínica psiquiátricahttps://t.co/5X1BJcreU9pic.twitter.com/NSZW7DQKRb

— g1 São Paulo (@g1saopaulo) October 23, 2025

A advogada da vítima, Maria Tereza Novaes, afirmou ao portal g1 que ingressará com uma ação contra a rede hoteleira, pedindo indenização por danos morais e materiais de 150 mil dólares, aproximadamente R$ 800 mil.

O funcionário acusado foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em abril e se tornou réu por estupro. O Tribunal de Justiça marcou a audiência do caso para janeiro de 2026, na 11ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda.

Em nota, a defesa do acusado afirmou que “mantém plena convicção na inocência de seu cliente, especialmente porque os elementos constantes dos autos demonstram a consensualidade dos fatos e revelam contradições significativas nos depoimentos da suposta vítima, circunstâncias que afastam qualquer configuração de crime”.

Já a rede Blue Tree declarou que “tem como prioridade o bem-estar e a segurança de seus hóspedes, colaboradores e parceiros, e não compactua nem compactuará com qualquer conduta imprópria eventualmente praticada em seus empreendimentos”.

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