Polícia

Advogada, policial da reserva e mais 15 pessoas são presas por envolvimento em esquema de tráfico e comércio ilegal de armas

De acordo com a Polícia Civil, a cidade de Feira de Santana era a base do esquema criminoso  |  Ascom/PC-BA

Publicado em 30/04/2025, às 11h24 - Atualizado às 11h43   Ascom/PC-BA   Redação BNews

A Operação Skywalker, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (30), cumpriu, até o momento, 17 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão para desarticular uma organização criminosa com atuação interestadual no tráfico e comércio ilegal de armas. Das prisões realizadas, 12 ocorreram em Feira de Santana, duas em Lauro de Freitas, duas em Brasília e uma em Salvador.

De acordo com a polícia, os investigados respondem por crimes relacionados ao tráfico de drogas e ao comércio ilegal de armas, tendo como principal base a cidade de Feira de Santana. O grupo criminoso fazia conexões interestaduais com integrantes no Rio Grande do Norte e no Rio de Janeiro, além de movimentações financeiras suspeitas envolvendo interlocutores ligados ao crime organizado.

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Uma das investigadas foi capturada no aeroporto de Brasília, com apoio da Polícia Federal. Ela havia embarcado no Rio de Janeiro, cidade onde residia, no Complexo do Alemão. A suspeita atuava diretamente na coordenação das atividades ilícitas do companheiro, considerado o chefe do grupo, que, mesmo custodiado em um presídio federal, continuava dando ordens à quadrilha com apoio direto da mulher.

As investigações também revelaram o envolvimento de um policial militar da reserva, apontado como elo entre os fornecedores de armamentos e os membros da organização criminosa. O bairro da Queimadinha, em Feira, era um dos principais pontos operacionais do grupo, sobretudo para o tráfico de entorpecentes.

Uma advogada foi capturada na segunda maior cidade da Bahia. De acordo com a polícia, ela movimentou, em contas pessoais, mais de R$ 6,8 milhões. As análises financeiras demonstraram relações suspeitas com diversas lideranças do grupo, o que reforça a estrutura organizada e profissional da atuação criminosa.

Como parte das medidas judiciais, foram bloquados mais de R$ 84 milhões em contas bancárias, sendo R$ 34 milhões em nome de pessoas físicas investigadas e R$ 50 milhões vinculados a empresas de fachada utilizadas para movimentações ilícitas.

A ação, coordenada pela Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento às Organizações Criminosas (RENORCRIM), conta com a participção de mais de 200 policiais civis, com o apoio de unidades especializadas como Draco/DF, Draco/MS, Delegacia Regional de Corumbá/MS, FICCOs da Bahia e do Rio Grande do Norte, FORCE, além do Exército Brasileiro. 

Classificação Indicativa: Livre


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