Polícia
Publicado em 29/08/2026, às 21h22 Divulgação/Polícia Civil Redação BNews
Uma mulher identificada como Ligia Sanches Moro, conhecida como 'Malévola' e 'Loira', foi condenada a 12 anos e três meses de prisão por organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, ela integrava a "sintonia geral" do Primeiro Comando da Capital (PCC), ocupando um alto cargo de gerência e coordenação da facção.
A suspeita foi capturada no bairro Guapurá, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, no dia 12 de fevereiro. À época, os policiais apreenderam com ela celulares, máquinas de cartão, registros manuscritos com divisão de tarefas e apontamentos sobre a articulação interna da facção.
"O conjunto probatório demonstra, de forma segura, a atuação consciente e efetiva da ré na organização criminosa, com exercício de função de comando, bem como seu vínculo estável e permanente voltado à prática do tráfico de drogas", afirmou o juiz Rafael Vieira Patara.
Durante o interrogatório, a mulher admitiu ter sido integrante da organização criminosa, mas afirmou que foi desligada em 2020. Afirmou ainda que foi casada com uma pessoa envolvida com o tráfico de drogas e que entrou na facção por conta desse relacionamento.
Apesar de ter se reconhecido como 'Loira', negou ter exercido a função de "sintonia final dos Estados" do PCC, sustentando que sua atuação se restringia ao período em que esteve presa. De acordo com ela, os cadernos apreendidos continham anotações relativas ao projeto de uma ONG.
A defesa de Ligia entrou com um pedido de revogação da prisão preventiva e solicitou a substituição para detenção domiciliar, sob a alegação de que a mulher apresenta grave condição de saúde e necessita de tratamento médico contínuo.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), no entanto, destacou que um dos exames apresentados teve o resultado negativo para a neoplasia maligna.