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Após operação da PF, médico baiano Gabriel Almeida rebate acusações de ilegalidade: 'Posso cair dez vezes, levanto onze'; assista

Gabriel Almeida criticou a empresa detentora do Mounjaro por tentar barrar a prescrição de medicamentos manipulados a preços acessíveis  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 28/11/2025, às 07h59 - Atualizado às 08h51   Reprodução/Redes Sociais   Redação BNews

Um dia após ter sido alvo da Operação Slim, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um suposto esquema de produção e venda irregular de medicamentos para emagrecimento, o médico baiano Gabriel Almeida usou as redes sociais nesta sexta-feira (28) para rebater as acusações. Em vídeos compartilhados nos stories do Instagram, onde tem mais de 700 mil seguidores, o profissional disse ter provas de que a manipulação de Tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, é permitida pela legislação brasileira.

De acordo com o médico, a operação, considerada por ele como "atrocidade", foi motivada por denúncia da empresa Eli Lilly, detentora da patente do Mounjaro. Ele acusou a companhia, descrita como "trilionária", de tentar impedir que médicos prescrevam versões manipuladas do produto por preços inferiores aos praticados pela indústria.

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"Essa empresa grande se incomodou porque hoje eu tenho mais de 8 mil alunos. Eu ensino eles a prescreverem Tirzepatida no consultório, de forma legal, e por um preço menor do que o da farmácia. Quando isso acontece, o gigante vem atrás. Mas, calma, eu não vou cair. Posso cair dez vezes, levanto onze", disse.

Na sequência, Gabriel Almeida afirmou que sua atuação respeita a legislação e apresentou trechos da Lei nº 9.279/1996, que regula direitos relacionados à propriedade industrial. Ele destacou o artigo 43, que trata das exceções à proteção conferida por patentes. O dispositivo, segundo ele, permite a manipulação de medicamentos a partir de prescrição individualizada, mesmo quando o princípio ativo é patenteado.

Operação Slim

Deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (27), a Operação Slim cumpriu 24 mandados de busca e apreensão na Bahia, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro. Na Bahia, agentes estiveram em ao menos seis endereços ligados ao médico, incluindo uma residência, uma ilha, um imóvel na Praia do Forte e uma clínica.

Segundo as investigações, Gabriel Almeida comercializava tratamentos à base de Tirzepatida, princípio ativo presente no remédio Mounjaro, sem autorização da fabricante que detém a patente e em desacordo com normas sanitárias. As apurações indicam que ele teria montado um esquema de produção em larga escala, utilizando laboratórios parceiros para manipular e distribuir o medicamento como se fosse a própria indústria farmacêutica.

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