Polícia

Argentino é preso após fotografar criança negra brasileira em trem e enviar mensagem racista: “Posso levá-lo como escravo”

A mensagem racista foi flagrada dentro de um trem, no último domingo (24)  |  Ilustrativa/Freepik

Publicado em 25/05/2026, às 14h35   Ilustrativa/Freepik   Gabriel Santana

Um turista argentino chamado Eduardo Ignacio, de 63 anos, foi preso no último domingo (24), em Tiradentes, no interior de Minas Gerais (MG), após suspeita de fotografar e filmar um menino negro de 7 anos dentro de um trem.

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O veículo era uma “Maria Fumaça”, que fazia o trajeto São João del-Rei - Tiradentes. O boletim de ocorrência apontou que o suspeito compartilhou as imagens em um aplicativo de mensagens com comentários racistas, como: “Posso levá-lo como escravo”.

A criança estava acompanhada da mãe, avó, tia, padrasto da mãe e uma prima. De acordo com O Globo, a família havia embarcado no trem por volta das 10h para comemorar o aniversário da mãe da vítima. Pouco tempo depois do início da viagem, uma passageira, que estava sentada no banco de trás, tocou no braço da mulher e alertou sobre o comportamento do suspeito.

O homem estava sentado ao lado da avó da criança e fazendo os registros do garoto. Ao ser confrontado, o turista negou ter feito os registros e se recusou a mostrar o celular. A mãe conta que foi difícil entender a resposta de Eduardo por conta do sotaque.

O B.O. aponta que o suspeito desbloqueou o aparelho de forma voluntária, e ela conseguiu visualizar a conversa em que as imagens do menor tinham sido enviadas com mensagens racistas, como: “Posso levar uma escrava para cuidar de suas netas”.

Mensagens confirmam teor racista de argentino (Foto: Reprodução)

A mãe da criança, ao ver as mensagens, ficou receosa sobre algo mais grave que pudesse acontecer com seu filho. Eduardo foi contido por passageiros e funcionários da segurança do trem até a chegada da Polícia Militar.

O suspeito e a mãe da criança foram encaminhados para a 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em São João del-Rei. O telefone do homem foi apreendido para realizar uma perícia. O caso foi registrado sob o agravante de ter sido conteúdo discriminatório divulgado em grupos digitais.

Em nota, a VLI, administradora da Maria Fumaça, lamentou o caso e manifestou repúdio a qualquer forma de discriminação.

A VLI repudia o racismo e qualquer forma de discriminação. Tão logo a equipe local foi informada sobre o ato cometido pelo turista, acionou a polícia, que compareceu ao local e efetuou a prisão do acusado. A companhia permanece à disposição das autoridades para contribuir com a investigação do episódio”.

Classificação Indicativa: Livre


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