Polícia
Publicado em 02/07/2026, às 12h46 - Atualizado às 12h47 Reprodução / Redes Sociais Cauan Borges
Uma estudante de medicina, de 29 anos, foi presa após atropelar e matar o aposentado Odair Brustolin, de 68 anos, dentro da própria residência, em Porto Velho (RO). O crime aconteceu na tarde de terça-feira (1º) e ganhou novos desdobramentos após a divulgação de áudios enviados pela suspeita a um grupo de WhatsApp logo depois do ocorrido.
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Nas gravações, Vitória Caroline Marangoni Schnider afirma que havia avisado sobre suas intenções antes do ataque: "Avisei 10 vezes que, se não parassem de me chamar de louca, eu ia atropelar", declarou em uma das mensagens.
Em outro áudio, a estudante também direciona ofensas aos integrantes do grupo: "E, por mim, todos vocês desse grupo vão se foder, seus bando de insetos", afirmou.
Escute:
⏯️ "Avisei que ia atropelar", disse estudante de medicina que matou homem
— Metrópoles (@Metropoles) July 2, 2026
Saiba mais na coluna Na Mira, de @carloscarone78pic.twitter.com/keF8v3squm
A defesa da suspeita não havia se manifestado sobre o caso até a publicação desta matéria. Segundo as investigações, Odair Brustolin chegou a ser socorrido após ficar prensado entre o veículo e uma parede da residência, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Testemunhas relataram à Polícia Civil que, momentos antes do crime, a mulher bateu contra o portão do condomínio onde morava, chamando a atenção dos vizinhos. Ainda de acordo com os moradores, ela apresentava comportamento alterado e chegou a afirmar que mataria todos.
Na sequência, a suspeita teria retornado para casa, arremessado garrafas contra o imóvel da vítima e, em seguida, utilizado o carro para invadir a residência de Odair. Conforme a polícia, ela acelerou contra o portão por duas vezes, destruiu a estrutura metálica e atingiu o aposentado dentro do imóvel.
Após o crime, Vitória foi localizada na casa de um amigo, onde, segundo a investigação, tentou esconder o veículo utilizado na ação. Depois de ser presa, ela se autolesionou dentro do camburão e, posteriormente, na cela da Central de Flagrantes.
A estudante permanece presa à disposição da Justiça e deverá responder pelo crime de homicídio. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Rondônia, que apura a motivação do ataque e analisa os áudios enviados pela suspeita como parte das provas do inquérito.