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Cara nova, ficha antiga: Criminosos apostam em harmonização facial para escapar da polícia; VEJA

Procedimento estético é usado na tentativa de despistar investigações, mas sistemas de reconhecimento facial e técnicas policiais continuam identificando foragidos  |  Divulgação

Publicado em 09/08/2026, às 08h57 - Atualizado às 09h00   Divulgação   Redação Bnews

Bandidos têm recorrido à harmonização facial para tentar despistar a polícia e escapar da identificação, mas a estratégia não tem sido suficiente para evitar prisões, tentando burlar tecnologias de reconhecimento e técnicas de investigação.

Procedimento na surdina para fugir da polícia
Se antes os criminosos eram conhecidos por apelidos, agora alguns tentam mudar o próprio rosto. A prática tem sido usada como uma forma de dificultar o trabalho das autoridades, com procedimentos feitos de forma discreta para não levantar suspeitas no Rio de Janeiro. As informações são do jornal O Dia.

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Um dos exemplos é Walace de Brito Trindade, conhecido como “Lacoste”, apontado como líder do tráfico no Morro da Serrinha, no Rio de Janeiro. Procurado há 10 anos, ele muda tanto a aparência que chega a dificultar até a própria identificação por investigadores.

Polícia usa tecnologia para driblar mudanças
Segundo o major Maicon Pereira, da Polícia Militar do Rio, a harmonização pode até dificultar o reconhecimento inicial, mas não impede a identificação. “Os bandidos fazem harmonização às escondidas. Eles não querem que ninguém saiba. Ainda assim, com o trabalho de investigação, é possível prender”, afirmou.

Criminosos apostam em harmonização facial para escapar da polícia
Criminosos apostam em harmonização facial para escapar da polícia
Criminosos apostam em harmonização facial para escapar da polícia
Criminosos apostam em harmonização facial para escapar da polícia
Criminosos apostam em harmonização facial para escapar da polícia
Criminosos apostam em harmonização facial para escapar da polícia
Criminosos apostam em harmonização facial para escapar da polícia
Criminosos apostam em harmonização facial para escapar da polícia

Ele explica que existem outras formas de identificar suspeitos, como a papiloscopia e sistemas de reconhecimento facial. As ferramentas analisam a simetria do rosto e cruzam dados com bancos de imagens, permitindo identificar uma pessoa mesmo após mudanças estéticas.

Além disso, policiais têm acesso a esses sistemas por meio de aplicativos em smartphones e viaturas com tecnologia embarcada, que também fazem leitura de placas de veículos.

Casos mostram que estratégia não funciona
Na prática, a tentativa de despistar a polícia com mudanças no rosto não tem garantido sucesso. Diversos criminosos foram presos mesmo após recorrer a procedimentos estéticos.

Entre eles estão Luís Carlos de Lomba, o “Chocolate”, preso em 2025 ao tentar mudar a aparência, e André Costa Barros, o “André Boto”, capturado após ter a nova imagem mapeada pela polícia.

Outro caso é o de Lindomar Reges Furtado, que fez preenchimentos faciais, lentes dentárias e transplante capilar, mas acabou localizado. Já Lenon Oliveira do Carmo chegou a assumir uma nova identidade após cirurgias plásticas, mas também foi preso.

Investigação cruza dados e monitora clínicas
Para chegar aos suspeitos, a polícia utiliza diferentes estratégias. Entre elas estão o monitoramento de pagamentos em clínicas de estética feitos em dinheiro, o uso de inteligência biométrica para analisar pontos fixos do rosto e o cruzamento de dados com fotos de familiares em redes sociais.

Esses métodos ajudam a identificar criminosos mesmo quando tentam mudar a aparência para fugir da Justiça.

Especialistas explicam limites da harmonização
Apesar de provocar mudanças visuais, a harmonização facial não altera completamente a identidade de uma pessoa. A biomédica Aline Grave explica que o procedimento busca equilíbrio e naturalidade, sem modificar a estrutura óssea.

“A verdadeira harmonização não cria um novo rosto; ela revela a melhor versão daquele que já existe”, afirmou.

Mudança no rosto pode virar crime
Do ponto de vista legal, alterar a aparência para dificultar a identificação pode trazer consequências. Segundo o advogado Breno Hoyos, a prática pode se enquadrar como fraude processual, além de outros crimes, como falsa identidade e falsificação de documentos, dependendo do caso.

Ele destaca que o problema não é fugir, mas usar artifícios para enganar a investigação. Nesse caso, a conduta pode ser tratada como “fraude ativa contra a administração da Justiça”.

Classificação Indicativa: Livre


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