Polícia
Publicado em 08/08/2012, às 20h19 - Atualizado em 09/08/2012, às 06h19 Divulgação Redação Bocão News
O delegado André de Oliveira Alves, titular da Delegacia Territorial (DT) de Cachoeira, vai indiciar os antiquários Afonso Henrique Souto de Sá Magalhães, sua mulher, Samara Filgueiras Souto de Sá Magalhães, e Cristiane Musse, proprietária de uma loja de antiguidades no Rio Vermelho, pelo furto da escultura “Deus Grego Juno”, que desapareceu em 21 de março deste ano do jardim interno do Hospital São João de Deus, pertencente à Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira, no Recôncavo Baiano.
De valor incalculável, a obra foi devolvida, na tarde desta quarta-feira (8), pelo delegado ao provedor da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira, Luiz Antônio Costa Araújo, seis dias após as investigações levarem a Polícia Civil até os acusados. Vistos por testemunhas usando o próprio veículo, um Fiat Siena, para transportar a peça, de aproximadamente 90 centímetros e 10 quilos, Afonso e Samara foram localizados em Santo Antônio de Jesus e conduzidos à DT/Cachoeira, onde confessaram o furto e a venda da estátua para Cristiane, que teria pago apenas R$ 3,5 mil.
Respaldado por um mandado de busca e apreensão, expedido pela Comarca de Cachoeira, o delegado foi até a loja de Cristiane, que informou inicialmente ter vendido a escultura para um colecionador de São Paulo. Segundo o delegado André Alves, a polícia agora vai investigar o possível envolvimento dos três antiquários em outros furtos de obras semelhantes ocorridos na região do Recôncavo.
Fabricada em louça de Macau, no século XVIII, na cidade do Porto, em Portugal, a escultura “Deus Grego Juno” é uma obra tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), cujo valor é considerado inestimável. Os antiquários Afonso Henrique e Samara Magalhães vão responder por furto, enquanto Cristiane Musse responderá por crime de receptação. Os três permanecerão em liberdade até a conclusão do inquérito. O delegado André Alves investiga ainda a participação de uma quarta pessoa no crime.
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