Polícia
Publicado em 06/04/2026, às 18h46 Reprodução Gabriel Santana
A filha de sete anos da policial militar Gisele Alves Santana, morta pelo seu marido e tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ainda espera o pagamento da pensão prevista em lei que assegura o benefício a dependentes menores de 18 anos de servidores falecidos.
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A família da jovem solicitou o benefício ao Instituto São Paulo Previdência (SPPrev) no último dia 6 de março, se apoiando na Lei Complementar 1354/2020, que prevê a previdência dos servidores públicos. De acordo com a CNN Brasil, o advogado da família, José Miguel da Silva Júnior, criticou o tratamento recebido pela família em comparação ao realizado favorável a Geraldo.
Da Silva alega que o pedido de pensão da criança ainda aguardava andamento, enquanto o tenente-coronel conseguiu a sua aposentadoria em menos de uma semana. O advogado aponta que a filha de Gisele deve receber a quantia estimada em quase um salário mínimo e meio (R$ 2.431,00).
O advogado relata que o pagamento deve ser iniciado na próxima quarta-feira (8), mas que a diferença gritante entre os doiscasos não teria motivos. Após o pedido ser realizado, a solicitação demoraria até 120 dias para ser analisada. Segundo o governo, o procedimento envolve validações administrativas e jurídicas distintas das aplicáveis à concessão de aposentadorias.
Geraldo foi preso preventivamente no último dia 18 de março. O tenente-coronel é investigado por feminicídio e fraude processual. Segundo as investigações, o policial militar teria forjado a cena da morte de Gisele. Ela foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal vivia, no Brás, na região central de São Paulo (SP).
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