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Caso Helena: Resultado de laudo confirma real causa da morte da bebê de 10 meses e traz novos desdobramentos; veja tudo que se sabe

Perícia Forense do Ceará divulga laudos sobre a morte da criança de 10 meses  |  Reprodução / Instagram

Publicado em 18/07/2026, às 09h06 - Atualizado às 09h42   Reprodução / Instagram   Silvânia Nascimento

Cinco dias após a tragédia da bebê Maria Helena, de 10 meses, vir à tona, a real causa da morte criança foi divulgada nesta sexta-feira (17), pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), instituição que integra a estrutura da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do estado.

Por meio de nota enviada ao BNews, a Pefonse informou que, após a conclusão dos laudos dos exames cadavéricos e laboratoriais realizados no corpo da bebê, foi constatado que a morte aconteceu por asfixia mecânica indireta. "Foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança”, disse o órgão.

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Ainda no informativo, a Perícia Forense descartou indícios de estupro na criança. “Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou  que não houve violência sexual", esclareceu o órgão.

A morte de Helena

Helena morreu na última segunda-feira (13), após dar entrada em um hospital na cidade de Fortaleza. Na unidade médica, a mãe da criança, identificada como Ysabelle Rodrigues, teria relatado à polícia que decidiu levar a filha até o hospital, por achar que Helena estivesse engasgada. No hospital, a equipe médica teria identificado lesões compatíveis com violência sexual e acionou a polícia.  

Prisões de dois suspeitos

Até esta sexta-feira, 17, dois homens, de 22 e 26 anos, tinham sido presos em flagrante. Também por meio de nota enviada ao BNews, a SSPS do Ceará esclareceu ques prisões feitas pela Polícia Civil foram  baseadas na apresentação do Protocolo de Encaminhamento de Corpos das Unidades de Saúde para a Coordenadoria de Medicina Legal da Pefoce.  

Os homens detidos foram identificados como Francisco Ray Rodrigues Magalhães e Roberto Levy Oliveira Magalhães. Francisco Ray tinha um relacionamento com a mãe da criança. Os dois suspeitos estavam em um apartamento no bairro Dionísio Torres, junto com a bebê. Diligências iniciais apontam que a mãe de Helena teria perdido a consciência após um desententimento com Roberto Levy. Ao acordar, teria encontrado o suspeito com o corpo em cima da criança, momento em que percebeu que a criança não estava bem e buscou socorro em um hospital. 

"O documento, produzido pelo hospital particular para onde a bebê foi levada e no qual constava a informação de que a criança havia sido assistida por quatro médicos de emergência pediátrica, além de dois cardiologistas, apontava que após o óbito foi evidenciada laceração anal, e ao final, a indicação de suspeita de óbito por asfixia e abuso sexual", disse o órgão na nota.

Entretanto, após a conclusão dos laudos periciais da Pefoce e com o andamento das diligências policiais, a investigação conduzida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) concluiu tratar-se de homicídio culposo, descartando com base nos laudos periciais a ocorrência de violência sexual contra a criança.

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