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Caso PM Gisele: polícia conclui que desembargador visitou coronel como amigo

Magistrado foi flagrado por câmeras no apartamento onde policial militar morreu; polícia descarta interferência do desembargador na cena de crime  |  Reprodução/Câmera de Monitoramento

Publicado em 18/03/2026, às 19h44   Reprodução/Câmera de Monitoramento   Cibele Gentil

A Polícia Civil concluiu que a presença do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan no apartamento onde a policial militar Gisele Alves Santana morreu não resultou em interferência nas investigações. O magistrado do Tribunal de Justiça de São Paulo foi registrado por câmeras de monitoramento encontrando o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto no corredor do prédio antes da realização da perícia oficial.

Segundo o delegado Denis Saito, do 8º Distrito Policial, o desembargador foi ouvido e prestou esclarecimentos, confirmando que esteve no local na condição de amigo do oficial. A análise das câmeras corporais dos policiais que atenderam a ocorrência também não detectou qualquer ato de ingerência ou tentativa de influenciar o trabalho das autoridades no imóvel. Pelos registros o chão ainda apresentava vestígios do crime durante o breve diálogo entre os dois.

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Prisão por feminicídio e suspeita de fraude

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18),  em São José dos Campos. O oficial de 53 anos é acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no centro da capital paulista.

Embora o caso tenha sido tratado inicialmente como suicídio, o avanço das investigações e os laudos periciais revelaram que a dinâmica da morte é incompatível com a versão apresentada pelo marido. Além da acusação de feminicídio, o inquérito da Polícia Militar apura possível fraude, sob a suspeita de que o cenário tenha sido alterado antes da chegada dos peritos.

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