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Polícia

Delegada detalha prisão de segundo suspeito investigado por estupro de holandesa em Salvador: “Não se conheciam”

Holandesa relatou que a relação sexual foi não consensual e que sofreu agressões durante o ato, corroboradas por exames médicos.  |  BNews - Divulgação / Ascom-PCBA

Publicado em 25/09/2026, às 15h15   BNews - Divulgação / Ascom-PCBA   Cauan Borges e Rafaela Kalil

A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) prendeu preventivamente um segundo homem investigado por estupro contra uma turista holandesa em Salvador. Remerson Santana Pires da Silva compareceu à Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), na Barra, acompanhado de um advogado, e foi detido após a equipe cumprir o mandado de prisão que já havia sido expedido pela Justiça.

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O caso é tratado de forma independente da investigação que envolve Mateus Bezerra, outro homem investigado por estupro contra a irmã da turista. Segundo a titular da Deltur, delegada Marcela Abreu, os dois suspeitos não se conheciam e também não tinham qualquer relação anterior com as vítimas.

Os dois suspeitos não se conheciam, assim como não conheciam essas turistas anteriormente. Todos se conheceram no dia 17, ambos não têm qualquer tipo de relação de amizade, não se conhecem”, explicou a delegada.
Remerson Santana Pires da Silva era procurado desde o fim de semana e foi à unidade acompanhado de um advogado - Foto: Divulgação / PC-BA
Acusado de estuprar turista na praia do Porto da Barra vai responder em liberdade, mas não pode se aproximar da vítima - Reprodução/Redes Sociais
Delegada da Deltur, Marcela Abreu, detalhou o caso da turista holandesa para a equipe do BNews - Divulgação Bnews
Marcela Abreu, delegada da Deltur - Foto: BNews

Segundo caso

Segundo Marcela Abreu, a investigação contra Remerson começou depois que a Polícia Civil tomou conhecimento do relato apresentado pela turista. A vítima foi ouvida e encaminhada para exames, incluindo conjunção carnal e toxicológico. A mulher também foi levada a uma unidade de saúde para receber o atendimento necessário.

A gente ouviu essas turistas, encaminhou as duas para fazer exame de conjunção carnal, toxicológico, além de encaminhá-las para uma UPA para que pudessem tomar o coquetel. Aqui, ambas relataram que foram abusadas sexualmente, que não houve consentimento”, afirmou.

No caso envolvendo Remerson, a vítima relatou que não consentiu com a relação sexual e que teria sido agredida durante o ato. Segundo a delegada, a investigação reuniu elementos que corroborariam parte do relato apresentado pela turista, incluindo lesões identificadas durante os procedimentos médicos.

Especificamente, no caso da preventiva de ontem, a turista relatou que a relação sexual não foi consensual, que ela foi agredida na hora do ato, e tudo que a turista narrou a gente conseguiu consignar nos autos do inquérito e foi comprovado através de algumas lesões”, disse Marcela.

A investigação também contou com o acompanhamento de uma psicóloga da Casa da Mulher Brasileira. De acordo com a Polícia Civil, Remerson conheceu a turista na região do Porto da Barra e, posteriormente, os dois seguiram para uma pousada na região do Campo Grande. 

Conforme o relato apresentado pela vítima à polícia, o homem teria trancado a porta do quarto após a chegada ao local. A mulher teria recusado manter relações sexuais, mas afirma que o ato ocorreu sem consentimento e que ela foi agredida, sofrendo ferimentos no rosto.

Prisão preventiva 

A delegada explicou que a Polícia Civil já investigava Remerson antes da prisão. Segundo a titular, o homem possui uma passagem anterior por estupro de vulnerável: “A gente já tinha uma investigação em curso e, desde o sábado, a gente já tinha também essa preventiva decretada em desfavor desse investigado. É importante narrar também que ele já tem passagem pelo crime de estupro de vulnerável”, afirmou.

Ainda segundo Marcela, policiais chegaram a procurar o investigado em sua residência para intimá-lo a prestar depoimento. No entanto, o suspeito compareceu posteriormente à Deltur acompanhado de um advogado. Após o depoimento, a prisão preventiva foi cumprida.

Na data de ontem, ele compareceu acompanhado do seu advogado, prestou todo o esclarecimento, nega que tenha sido um ato sem o consentimento da vítima, apesar de ser uma versão totalmente contrária à versão apresentada pela vítima e as provas que constam nos autos”, explicou.

A delegada também atualizou a investigação envolvendo Mateus Bezerra, que responde em liberdade após decisão judicial. Segundo Marcela, nesse caso a Polícia Civil apura estupro de vulnerável, já que a vítima estaria sem condições de oferecer resistência.

De acordo com a investigação, a própria versão apresentada por Mateus durante o interrogatório indicaria que a turista perdeu a consciência durante o episódio. Ele teria relatado que a mulher vomitou e desmaiou enquanto estava na residência dele.

O crime que a gente está investigando se trata de estupro de vulnerável, já que a vítima não tinha nenhuma possibilidade de oferecer resistência. Fato confirmado, tanto por ela, quanto por ele em seu interrogatório, já que o mesmo narrou que na hora do ato, até na residência do mesmo, ela desmaiou”, declarou Marcela.

A autoridade policial e o Ministério Público haviam solicitado a prisão preventiva de Mateus, mas a Justiça decidiu que ele respondesse ao processo em liberdade.

O juiz não decretou a preventiva desse investigado, por entender que não existiam os elementos. Todavia, tanto a autoridade policial, quanto o Ministério Público, representaram pela preventiva. Posteriormente, após a decisão, o Ministério Público recorreu e espera que essa decisão judicial seja reformada”, afirmou a delegada.

Apesar de envolverem duas irmãs holandesas e terem começado na região do Porto da Barra, os episódios são tratados pela Polícia Civil como investigações distintas. Segundo Marcela Abreu, os suspeitos não tinham relação entre si e conheceram as turistas somente no dia dos acontecimentos.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias de cada caso e reunir os elementos necessários para a conclusão dos procedimentos policiais.

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