Polícia

Delegado cita atitudes que podem ser caracterizadas como racismo velado: "Não xingam, mas tratam as pessoas negras de forma diferente"

Delegado Ricardo Amorim concedeu entrevista ao apresentador Zé Eduardo, durante o program Giro Baiana  |  Deivid Santana / BNews

Publicado em 25/02/2026, às 10h42 - Atualizado às 11h00   Deivid Santana / BNews   Redação Bnews

Convidado do  programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM, nesta quarta-feira (25), o  titular da Delegacia de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Decrin),  delegado,  Ricardo Amorim, detalhou, em entrevista ao apresentador Zé Eduardo,  a incidência de casos de racismo que ocorrem em Salvador.

Durante a entrevista, ele chamou atenção, em especial, para o racismo que, por vezes, costuma ocorrer de forma mais velada. “Tem outros lugares do Brasil que a gente percebe que é mais explícito, talvez uma questão cultural, talvez as pessoas tenham uma maior tolerabilidade, acham normal esse tipo de comportamento. Mas aqui em Salvador, aqui na Bahia, as pessoas têm uma cultura de entender que o racismo é algo prejudicial, que é algo que não pode ser feito. Então as pessoas que são racistas, que às vezes não confessam que são racistas, elas agem de forma escondida”, afirmou.

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 “Não falam em palavras, questões raciais, geralmente não xingam as pessoas, mas tratam as pessoas negras de forma diferente. Às vezes não querem contratar uma pessoa negra, às vezes tem um vizinho que é negro e tudo que esse vizinho faz querem criar um problema pelo fato de ele estar num bairro onde acham que ele não deveria estar”, completou o delegado ao descrever atitudes e comportamentos que podem ser caracterizados como racismo velado. 

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