Polícia
Publicado em 04/02/2025, às 09h19 Reprodução/TV Globo Lucas Pacheco
O delegado Alberto Pereira Matheus Junior, da classe especial, o maior nível hierárquico da Polícia Civil de São Paulo, é alvo de mandados de buscas e apreensão nesta terça-feira (04). A operação, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Corregedoria da Polícia Civil ocorre no contesto da investigação que apura esquemas de corrupção citados por Vinícius Gritzbach, delator do PCC, que foi morto a tiros, em novembro de 2024, na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
O delegado já ocupou postos de destaque no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e no Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc).
O nome de Alberto Pereira Matheus Junior foi descoberto no celular de um dos quatro policiais civis presos pela Polícia Federal por suspeita de extorquir dinheiro e bens de Gritzbach. Em um dos diálogos, o delegado pede dinheiro a esse policial, Eduardo Lopes Monteiro, em diversas oportunidades. Os pagamentos, segundo a polícia, aconteceram, via PIX, nas contas da mulher e do filho do delegado.
De acordo com a PF e com o MP, a suspeita é que Eduardo Monteiro realizada pagamentos constantes ao delegado como uma espécie de “pedágio” pelo cargo que ocupava e esse dinheiro era oriundo de atos de corrupção policial.
Na operação desta terça, os investigadores não conseguiram recolher o celular do delegado, já que, segundo Alberto, ele perdeu o aparelho na segunda (03) e chegou a registrar Boletim de Ocorrência (BO).
A defesa do delegado Alberto Pereira Matheus Junior ainda não se manifestou.
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