Polícia
Publicado em 04/09/2025, às 10h13 Reprodução/Redes sociais Redação BNews
O delegado da Polícia Federal (PF) Gustavo Stteel foi preso nesta quarta-feira (3) em uma operação que investiga uma rede criminosa de corrupção e lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho (CV).
Stteel foi detido enquanto cumpria plantão na Delegacia da PF no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. As investigações apontam que ele fornecia informações sigilosas à facção, que atua, entre outros crimes, no tráfico internacional de armas e drogas e na corrupção de agentes públicos.
Em seu perfil no Instagram, o delegado se apresenta também como pós-graduado e professor de Direito Constitucional. Ele revelou, em uma das publicações, ter recebido uma moção de congratulações e aplausos da Câmara Municipal de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Na ocasião, os vereadores o parabenizaram "pelo excelente trabalho em reconhecimento ao seu compromisso e dedicação na condução das atividades de segurança, fiscalização e combate ao crime no âmbito aeroportuário".
"A atuação do delegado tem sido fundamental para garantir a ordem, proteger os cidadãos e fortalecer o combate a ilícitos transnacionais, assegurando que o Aeroporto Internacional permaneça como um espaço seguro e eficiente para passageiros e trabalhadores", diz um trecho da moção.
Operação
A Operação Zargun cumpriu 18 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão. Pelo menos 15 pessoas foram detidas, entre elas o deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva (ex-MDB), conhecido como TH Joias, apontado pela polícia como braço político do CV.
Conforme as investigações, TH Joias utilizava seu mandato para favorecer o crime organizado, intermediando a compra e a venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Outro detido foi identificado como Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão. Apontado como traficante e tesoureiro do CV, ele seria responsável por movimentar, segundo a PF, R$ 120 milhões em cinco anos. Além disso, a polícia acredita que auxiliava na proteção de integrantes da quadrilha, pagando policiais para fazerem escolta do bando.