Polícia

Delegado-geral posta vídeo esclarecendo prisão de vereador: "Não é decisão de governo, é decisão de Justiça"

Felipe Curi explica que prisão de Salvino Oliveira é resultado de investigações rigorosas  |  Ilustrativa | PCRJ

Publicado em 13/03/2026, às 07h53 - Atualizado às 08h09   Ilustrativa | PCRJ   Redação Bnews

O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, usou as redes sociais para esclarecer detalhes acerca da prisão  do vereador carioca Salvino Oliveira (PSD), detido na última quarta-feira (11), durante a operação Contenção Red Legacy, por manter um suposto acordo com a cúpula do Comando Vermelho para fazer campanha.

O posicionamento ocorreu após o PSD-RJ acusar Felipe Curi e o governador Claudio Castro de uso político da polícia (quando forças de segurança são instrumentalizadas por governantes ou grupos políticos para perseguir opositores).

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"A investigação que levou à prisão do vereador Salvino começou em 15 de outubro de 2024. A representação pela prisão foi feita no dia 1º de janeiro de 2026. O Ministério Público analisou e deu o parecer favorável pela prisão no dia 21 de janeiro de 2026. O Poder Judiciário autorizou os mandados no dia 27 de fevereiro de 2026 e os mandados foram expedidos efetivamente no dia 3 de março de 2026. Ou seja, a análise da prisão passou por três esferas diferentes e independentes. A Polícia Civil, o Ministério Público e o Poder Judiciário. Não é decisão de governo, é uma decisão da Justiça”, pontuou o delegado.

Ainda no vídeo publicado no instagram, o secretário da Polícia Civil do RJ disse que a prisão de Salvino, mantida nesta quinta-feira (12), após audiência de custódia foi realizada baseada em investigações sérias.

“Existe uma prova ainda mais clara de que essa investigação é séria e não tem qualquer lado político. Ela cortou na própria carne do Estado. Nessa operação, seis policiais militares foram presos, inclusive dois oficiais. A polícia não escolhe alvo por posição política, por grupo ou por conveniência. Se durante uma investigação aparecem provas de crime, a polícia faz o que a lei manda. Investiga, pede a prisão à justiça e prende. Por tudo isso, a operação que resultou na prisão do vereador foi legal e legítima. A polícia civil não trabalha para grupo político. E quando a prova aparece, não importa quem seja, de qual grupo seja ou de que lado esteja, vai responder perante a justiça. Porque no Rio de Janeiro o nosso compromisso é com a lei, com a verdade e com a justiça”, declarou. 

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