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Desembargadores e filhos trabalhavam juntos em compras de decisões no TJMS

Foram encontrados mais de R$ 3 milhões em dinheiro em casas de desembargadores  |  Reprodução/TJMS

Publicado em 24/10/2024, às 14h48   Reprodução/TJMS   Cadastrado por Cauan Borges

Os desembargadores do Mato Grosso do Sul, investigados pela Polícia Federal (PF) na Operação Última Ratio, por lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de documentos públicos no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul mantinham relações com escritórios de advocacia dos próprios filhos, que atuavam como agentes, ao manter contato com interessados na compra de decisões.

Agiam, em conjunto, o desembargador Vladimir Abreu da Silva e os filhos Ana Carolina Machado e Marcus Vinícius da Silva, o desembargador Alexandre Aguiar Bastos e a filha Camila Cavalcante Bastos, o desembargador Divoncir Schreiner Maran e os quatro filhos, Divoncir Schreiner Júnior, Vanio Cesar, Rafael Fernando e Maria Fernanda, e o desembargador Sideni Soncini Pimentel, com os filhos Rodrigo Gonçalves Pimentel e Renata Gonçalves Pimentel.

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Durante a operação, realizada nesta quinta-feira (24), foram encontrados mais de R$ 3 milhões em dinheiro, sendo R$ 2,7 milhões apenas na casa de um dos magistrados, além de diversas armas. Foram cumpridos 44 mandados de buscas contra eles, outros servidores públicos e nove advogados, além de empresários suspeitos de se beneficiarem do esquema. 

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