Polícia

Douglas Pithon diz que presídios da Bahia viraram 'universidade do crime' para facções

Douglas Pithon, candidato a deputado, destaca a criação de facções nas prisões e a falta de apoio aos agentes penitenciários na Bahia  |  Foto: Reprodução / Se Liga Bocão

Publicado em 15/09/2026, às 20h04   Foto: Reprodução / Se Liga Bocão   Natane Ramos

Nesta terça-feira (15), o candidato a deputado estadual Douglas Pithon marcou presença no Se Liga Bocão, apresentado por Zé Eduardo, e refletiu sobre a criação de facções dentro das prisões na Bahia. O investigador da Polícia Civil relatou que as cadeias viraram “universidades do crime” para os detentos.

“A gente já percebeu o quê? As organizações criminosas, elas nasceram onde? No presídio. Elas se fortalecem onde? Os criminosos, eles têm um ambiente fértil para entender como o crime acontece, onde? É uma grande universidade do crime”, declarou Pithon ao refletir sobre a dificuldade de ressocialização dos presos.

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Candidato Douglas Pithon - Foto: BNews
Candidato Douglas Pithon - Foto: Reprodução / Redes Sociais
Candidato Douglas Pithon - Foto: Reprodução / Redes Sociais
Candidato Douglas Pithon - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Douglas Pithon destaca a precariedade das prisões e a falta de apoio aos agentes. “Os principais criminosos estão presos em Feira de Santana. Existe histórico de rebelião com mortes em massa no presídio, e a estrutura, ela é extremamente vulnerável. Não existe nenhum tipo de esforço para valorizar, de fato, aqueles homens que trabalham nesse ambiente”, comentou. 

O investigador da Polícia Civil apontou a superlotação nos presídios da Bahia. “E eu tô falando dos policiais penais, mas a gente pode ir para qualquer outro ambiente prisional do Estado da Bahia, inclusive aquela que tem cogestão, que tem um monitor de ressocialização, do agente, né, educacional, e os relatos são assustadores, pô. O cara dorme deitado num papelão no chão. Vagabundo tem um bocado numa cela. A gente tá vivendo superlotação, né, os presídios, eles estão superlotados. Mas o pior é você entender que a Secretaria ela define que você teria que ter um policial para cada cinco apenados, cinco custodiados. Feira de Santana chega ao número de um para 216. O Estado da Bahia já chegou de um para 400”, relatou.

“Então, a gente precisa revisitar a Secretaria de Administração Penitenciária, entender de que maneira a gente precisa lançar um esforço, porque esse sistema, ele é extremamente relevante para a gente resolver o problema de segurança pública do Estado da Bahia”, concluiu.

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