Polícia
Publicado em 04/09/2026, às 12h21 - Atualizado às 12h24 Divulgação Redação Bnews
Candidato a deputado estadual, Douglas Pithon, conhecido nas redes sociais como “Operações Especiais 35”, recebeu o apoio de nomes ligados às operações especiais e à segurança pública nacional. Entre os apoiadores estão Capitão Derrite, Rodrigo Pimentel, Coronel Visacro e Leonardo Novo. A candidatura aposta na experiência profissional de Pithon e em propostas que envolvem o combate ao crime organizado, integração das forças de segurança e reestruturação do sistema prisional.
Entre os nomes que declararam apoio estão Capitão Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo; Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do Rio de Janeiro e um dos autores do livro que deu origem ao filme Tropa de Elite; Coronel Visacro, escritor, professor e ex-comandante do Batalhão de Forças Especiais do Exército Brasileiro; e Leonardo Novo, especialista em operações especiais e ex-integrante da coordenação de operações do BOPE do Rio de Janeiro.
Pithon foi oficial de Infantaria do Exército Brasileiro, integrou a Polícia Militar do Rio de Janeiro e construiu parte de sua carreira na Bahia na Polícia Civil, incluindo atuação e coordenação em operações especiais. Também possui experiência nas áreas de inteligência estratégica, segurança corporativa e gerenciamento de crises.
A candidatura defende que essa experiência seja levada para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), com propostas que ultrapassem ações policiais pontuais e avancem sobre questões estruturais relacionadas à segurança pública.
Uma das principais bandeiras de Pithon é a criação de um modelo integrado de segurança pública, aproximando Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, inteligência, sistema de Justiça e outras instituições envolvidas no enfrentamento à criminalidade.
Na proposta apresentada pelo candidato, o combate ao crime organizado deve ter maior uso de inteligência, integração de bancos de dados e investigação patrimonial e financeira. A estratégia também prevê ações contra as estruturas de financiamento, logística, comunicação e lavagem de dinheiro das organizações criminosas.
A avaliação é de que o avanço das facções exige uma política permanente de Estado, combinando presença territorial, inteligência, investigação e continuidade das ações após as operações policiais.
Outro ponto defendido por Douglas Pithon é uma participação mais estruturada da segurança privada dentro de um sistema integrado, respeitando as competências legais de cada setor.
A proposta prevê protocolos de cooperação, comunicação e compartilhamento de informações relevantes, além de capacitação e procedimentos conjuntos para situações de crise. A ideia é que os profissionais que atuam em condomínios, empresas, centros comerciais, instituições financeiras, hospitais, escolas e infraestruturas estratégicas possam funcionar como força complementar de prevenção e apoio ao sistema público, dentro dos limites da legislação.
O candidato também defende o fortalecimento das guardas e polícias municipais, com investimentos em capacitação, inteligência, tecnologia e integração operacional com as forças estaduais.
O sistema prisional também aparece como uma das áreas prioritárias da candidatura.
Entre os pontos defendidos estão a valorização e o fortalecimento da Polícia Penal, a ampliação da inteligência penitenciária, melhorias na infraestrutura das unidades, controle das comunicações ilícitas e classificação adequada dos presos.
A proposta também prevê maior integração entre o sistema prisional e os órgãos de inteligência e investigação, com o objetivo de reduzir a capacidade de lideranças criminosas de continuar determinando ações externas mesmo após o encarceramento.
Douglas Pithon também apresenta propostas voltadas aos reservistas das Forças Armadas. Entre as medidas em discussão estão programas de qualificação profissional, aproveitamento de competências adquiridas durante o serviço militar, estímulo à contratação por empresas de segurança e apoio à transição para carreiras civis.
Outro eixo da candidatura é o apoio às famílias atípicas, especialmente aquelas que convivem com pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou outras condições que exigem acompanhamento contínuo.
As propostas incluem ampliação do acesso a diagnóstico, tratamento, educação inclusiva, assistência social e orientação às famílias, além do fortalecimento da rede de atendimento e da articulação entre saúde, educação, assistência social e segurança pública.
O enfrentamento ao feminicídio também está entre as prioridades apresentadas pelo candidato. A proposta prevê o fortalecimento das políticas de prevenção à violência contra a mulher, ampliação da proteção às vítimas e aprimoramento da resposta das instituições diante de ameaças e casos de violência doméstica.
Entre as medidas defendidas estão a integração entre delegacias, órgãos de proteção, Judiciário, Ministério Público e serviços de assistência social, além do acompanhamento de agressores de alto risco, melhoria dos canais de denúncia e ações educativas voltadas à prevenção da violência de gênero.
A candidatura de Douglas Pithon reúne ainda propostas relacionadas à valorização dos profissionais de segurança, melhores equipamentos de proteção, fortalecimento da inteligência, combate ao domínio territorial das facções e enfrentamento às estruturas financeiras das organizações criminosas.