Polícia
Publicado em 09/06/2026, às 11h23 - Atualizado às 11h23 Reprodução/Redes Sociais Redação BNews
O ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Gabriel Lira de Jesus, preso nesta terça-feira (9) por suspeita de usar o cargo para se aproximar e extorquir integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), teria cobrado R$ 500 mil para blindar um criminoso.
A informação foi divulgada ao longo das investigações da Operação Infiltrados, deflagrada pelo MP, que apura a atuação de agentes públicos e ex-servidores suspeitos de manter vínculos com a facção criminosa.
Além de Gabriel, foram presos o investigador da Polícia Civil Maurício Aparecido de Oliveira e um policial civil aposentado. Segundo as apurações, o grupo teria participação em um esquema de obtenção e compartilhamento de informações sigilosas, além de supostas extorsões contra integrantes da organização criminosa.
Gabriel teria um papel fundamental no esquema. De acordo com as investigações, o ex-estagiário se aproveitava do acesso a sistemas internos do Ministério Público para consultar dados restritos sobre criminosos ligados ao PCC que possuíam alto poder aquisitivo.
Com essas informações, ele e outros suspeitos teriam abordado integrantes da facção oferecendo proteção e a promessa de interferir em investigações em troca de dinheiro.
Um dos casos investigados envolve a cobrança de R$ 500 mil para supostamente impedir o avanço de diligências policiais contra um criminoso. Os dados utilizados nas abordagens teriam sido obtidos por meio de consultas indevidas a bancos de informações restritos.
As suspeitas surgiram a partir do aprofundamento de investigações que já haviam identificado um plano para assassinar o promotor, responsável por importantes operações contra o PCC.
Mandados e atuação das corregedorias
Além dos três mandados de prisão temporária, a operação cumpre dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista. Entre os alvos está também um policial penal.
Por envolver integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal, participam da operação as Corregedorias das duas corporações, além da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que acompanha as buscas realizadas em escritório de advocacia.