Polícia

"Estarrecedor", diz promotor sobre caso de mulher encontrada amordaçada

Afirmação foi feita na audiência de custódia de Ailton Rodrigues de Souza, acusado de sequestrar e amordaçar a ex-companheira  |  O acusado afirmou em audiência de custódia que possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas que não a usou contra a ex-esposa - Redes Sociais

Publicado em 24/08/2026, às 18h45   O acusado afirmou em audiência de custódia que possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas que não a usou contra a ex-esposa - Redes Sociais   Elisa Martins

O promotor do Ministério Público de Goiás (MPGO) Luís Gustavo chamou o caso da mulher encontrada em situação análoga à tortura, registrado em Águas Lindas (GO), como um dos crimes mais estarrecedores vistos nos últimos anos

A afirmação foi feita na audiência de custódia de Ailton Rodrigues de Souza, acusado de sequestrar, acorrentar e amordaçar a ex-companheira. 

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“Esse é um dos crimes que mais me estarreceram nos últimos anos, em razão da gravidade, em razão da maldade, em razão dos males físicos e psicológicos que foram suportados pela vítima. Aqui são diversos crimes, crimes de cárcere privado, crime de estupro de vulnerável, crimes do Estatuto do Desarmamento, ameaça. Uma situação que realmente nos causa preocupação, comoção e perplexidade”, declarou. 

O promotor também ressaltou o fato da vítima ter pedido medidas protetivas contra o ex-marido, mas elas foram negadas pelo Poder Judiciário. 

“Olha o escalonamento desses atos de violência. Segundo consta, a vítima teria ficado em cárcere privado por aproximadamente cinco dias, de 17 de agosto a 21 de agosto, amarrada, amordaçada, com utilização de substâncias químicas para que a vítima fosse sedada, sendo submetida a agressões físicas e a violências sexuais”, destacou. 

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Durante a audiência, o acusado pediu para falar após o juiz comunicar o convertimento da prisão em flagrante em preventiva. O homem afirmou que tem registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas completou a fala dizendo que não utilizou a arma para ameaçar e sequestrar a ex-esposa.

“Eu sou CAC, mas eu não fiz o uso da arma. A arma estava guardada”, disse.

O acusado destacou que não tem antecedentes criminais. Quando questionado se foi  agredido pelos policiais durante a prisão, ele negou, mas alegou ter sido ameaçado. 

Relembre o caso

A Emiliane Tamara Nunes Carvalho foi resgatada por policiais militares em situação que estava amordaçada, amarrada com correntes e cordas e com o rosto coberto por uma máscara. Ela havia desaparecido dia 17 de agosto, quando saiu de casa para ir a uma consulta, mas foi sequestrada pelo ex-marido logo depois. 

Após o momento do resgate, a vítima relatou ter sido estuprada várias vezes por Ailton. ele foi preso em flagrante por sequestrá-la e mantê-la em cárcere por cinco dias.

No local, os policiais apreenderam um carro, uma arma de fogo, algemas, cordas, correntes e sedativos. O caso está sendo apurado pela Polícia Civil de Goiás.

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